sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

CONCURSO UNILA - 2014





        A UNILA abre concurso para a Carreira Técnico-Administrativa  em Educação, são 149 vagas para nível médio e 72 para nível superior, para diversos cargos.

http://www.unila.edu.br/concursos

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

RUI BARBOSA

"Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal.
Foi averiguar e constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação.
Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus patos, disse-lhe:
- Oh, bucéfalo anácrono!!!...Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:- Dotô, rezumino... Eu levo ou dêxo os pato???..."

domingo, 23 de fevereiro de 2014

LISTA DE OBRAS LITERÁRIAS PARA UNIOESTE 2015

NOVA LISTA DE OBRAS LITERÁRIAS PARA UNIOESTE: POEMAS: GREGÓRIO DE MATOS GUERRA 1) À instabilidade das cousas do mundo (1º verso: “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”) 2) A Jesus Cristo crucificado estando o poeta para morrer (1º verso: Meu Deus, que estais pendente de um madeiro”) 3) Aos Caramurus da Bahia (1º verso: “Um calção de pindoba, a meia zorra”) TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA 1) Lira XV (Parte II de Marília de Dirceu): “Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro...” 2) Lira III (Parte III de Marília de Dirceu): “Tu não verás...” ÁLVARES DE AZEVEDO Meu sonho GONÇALVES DIAS I-Juca-Pirama OLAVO BILAC 1) Língua portuguesa 2) Música brasileira 3) Vila Rica ALPHONSUS DE GUIMARAENS A catedral MÁRIO DE ANDRADE 1) A serra do Rola-Moça 2) Inspiração CECÍLIA MEIRELES Canção excêntrica JORGE DE LIMA Essa negra Fulô MANUEL BANDEIRA 1) Consoada 2) Irene no céu 3) Namorados 4) Cotovia 5) Ouro Preto HELENA KOLODY 1) Levam o amanhecer 2) Navegante 3) Dom CARLOS DRUMMOD DE ANDRADE 1) Confidência do itabirano 2) Memória 3) Canção amiga 4) Momento feliz 5) Aos atletas JOÃO CABRAL DE MELO NETO 1) Tecendo a manhã 2) O ferrageiro de Carmona CONTOS MACHADO DE ASSIS 1) A desejada das gentes 2) Um homem célebre 3) A causa secreta 4) O dicionário SIMÕES LOPES NETO O boi velho LIMA BARRETO A nova Califórnia GUIMARÃES ROSA Luas-de-mel LUIZ VILELA Corisco RUBEM FONSECA Feliz ano novo OSMAN LINS A partida LYGIA FAGUNDES TELLES Senhor diretor MOACYR SCLIAR 1) A balada do falso Messias 2) Zap MÁRIO DE ANDRADE Vestida de preto DALTON TREVISAN 1) O grande assalto 2) Umas pedrinhas. In: Macho não ganha flor . Rio de Janeiro: Record, 2006. 3) Minha vida meu amor 4) Balada do vampiro de Curitiba. In: Pão e sangue . Rio de Janeiro: Record, 1988. ROMANCES JOSÉ DE ALENCAR Senhora JORGE AMADO Terras do sem fim MIGUEL SANCHES NETO Chove sobre minha infância PEÇA TEATRAL ARIANO SUASSUNA O santo e a porca

LISTA DE LIVROS DO VESTIBULAR 2015-2016 DA UEL

LISTA DE LIVROS DO VESTIBULAR 2015-2016 DA UEL

A Universidade Estadual de Londrina, representada pela COPS – Coordenadoria de
Processos Seletivos – e pela COPESE – Comissão Permanente de Seleção, divulga as 10
(dez) obras literárias do próximo biênio (2015-2016). A nova lista mantém 3 (três) obras do
biênio passado. A permanência de parte das obras justifica-se pela necessidade da leitura
efetiva, o que, sabemos, demanda tempo. Acreditamos que, assim, estamos criando
melhores condições para os candidatos terem tranquilidade e sucesso nessa atividade.

Eis a nova lista para Processo Seletivo Vestibular UEL de 2015 e de 2016:

1. Papéis avulsos – Machado de Assis
2. O Planalto e a Estepe – Pepetela
3. Bagagem – Adélia Prado
4. O pagador de promessas – Dias Gomes
5. A moça tecelã – Marina Colasanti
6. A máquina de madeira – Miguel Sanches Neto
7. Toda Poesia – Paulo Leminski
8. Eurico, o Presbítero – Alexandre Herculano
9. A traição das elegantes – Rubem Braga
10. O cabeleira – Franklin Távora

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

ONDE: APRENDA A USAR CORRETAMENTE ESSA PALAVRA

O uso de "onde" tornou-se verdadeira muleta linguística. Algumas pessoas usam-no para tudo. As principais gramáticas de língua portuguesa, publicadas no Brasil, ora definem "onde" como "pronome relativo invariável" (Celso Cunha, Gramática da Língua Portuguesa, p. 354, 1975; Celso Cunha e Lindley Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo, p. 342, 1985; Evanildo Bechara, Moderna Gramática Portuguesa, p. 171-2, 2004), ora como "advérbio relativo" ou "advérbio interrogativo de lugar", a depender de sua posição (Rocha Lima, Gramática Normativa da Língua Portuguesa, p. 176, 2001 [1971]).

Noção de lugar

Independemente da nomenclatura gramatical utilizada para nomear esse vocábulo, verifica-se, pelos exemplos das gramáticas consultadas, que seu uso está restrito à noção de lugar. Ou seja, se fizermos a troca de "onde" por "local em que/ lugar em que" veremos que dá certo. Exemplos:

a) Estava em casa dela, onde a irmã escurecia tudo com a sua viuvez recente (Machado de Assis apud Celso Cunha);

b) Entrava-se de barco pelo corredor da velha casa de cômodos onde eu morava. (Mário de Quintana apud Celso Cunha e Lindley Cintra);

c) A casa onde moro é espaçosa (Evanildo Bechara);

d) Moro onde mais me agrada (Evanildo Bechara);

e) Fica ali a encruzilhada onde ergueram uma cruz de pedra (Rocha Lima);

f) Onde dormirão os hóspedes? (Rocha Lima).

Uso inadequado de "onde"

Contudo, apesar de a norma (padrão), prescrita nas gramáticas referidas, limitar a utilização de "onde" a aspectos relativos a lugar, local, etc., seu uso tem se disseminado em uma infinidade de situações inadequadas.

Os exemplos abaixo, oferecidos pela professora Maria T. Q. Piacentini, formam uma amostra do uso errado de "onde", que, como já ressaltamos, torna-se verdadeira muleta linguística, caso seja usado indiscriminadamente.

Observe os exemplos, tente fazer a troca por local em que/ lugar em que e veja que, desta vez, não é possível:

a) Fez várias declarações de amor, onde fica evidente o desejo de reatar o namoro.

b) Quais são as modalidades onde seu filho é campeão?

c) Vamos assistir a um espetáculo bem brasileiro, onde Maitê faz um pequeno papel.

d) Isso parece responder a uma construção teórica bastante curiosa, onde os sujeitos do presente encontram um lócus historiográfico que reconhece o seu papel.

e) Vão focalizar os jovens e a família onde a doença foi detectada.

f) A internet é uma grande chance de trabalhar um modelo pedagógico onde o poder constitutivo da ação do sujeito seja valorizado.
Jorge Viana de Moraes, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação é mestre em Letras pela Universidade de São Paulo. Atua como professor em cursos de graduação e pós-graduação na área de Letras.
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/onde-aprenda-a-usar-corretamente-essa-palavra.htm

domingo, 16 de fevereiro de 2014

SER DIFERENTE É NORMAL


TENTAÇÃO

Clarice Lispector
Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.
   Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos.
   Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina, acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.
   Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.
   A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.
    Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria. Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo.
    Os pêlos de ambos eram curtos, vermelhos.
   Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se com urgência, com encabulamento, surpreendidos.
   No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos - lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.
   Mas ambos eram comprometidos.
   Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.
   A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-la dobrar a outra esquina.
   Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás
__________________
Conto extraído de LISPECTOR, Clarice. A legião estrangeira. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

ADONIRAN BARBOSA NESTE ANO COMPLETARIA 100 ANOS

O POETA DE SÃO PAULO

As Mariposa
As mariposa quando chega o frio
Fica dando vorta em vorta da lâmpida pra si isquentá
Elas roda, roda, roda e dispois se senta
Em cima do prato da lâmpida pra descansá
Eu sou a lâmpida
E as muié é as mariposa
Que fica dando vorta em vorta de mim
Todas noite só pra me beijá
Tá muitu bom...
Mas num vai si acostumá, viu
Dona mariposinha?

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

CENTENÁRIO DA MORTE DE AUGUSTO DOS ANJOS

Versos Íntimos
Augusto dos Anjos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu no Engenho Pau d'Arco, Paraíba, no dia 20 de abril de 1884. Aprendeu com seu pai, bacharel, as primeiras letras. Fez o curso secundário no Liceu Paraibano, já sendo dado como doentio e nervoso por testemunhos da época. De uma família de proprietários de engenhos, assiste, nos primeiros anos do século XX, à decadência da antiga estrutura latifundiária, substituída pelas grandes usinas. Em 1903, matricula-se na Faculdade de Direito do Recife, formando-se em 1907. Ali teve contato com o trabalho "A Poesia Científica", do professor Martins Junior. Formado em direito, não advogou; vivia de ensinar português. Casou-se, em 04 de julho de 1910, com Ester Fialho. Nesse ano, em conseqüência de desentendimento com o governador, é afastado do cargo de professor do Liceu Paraibano. Muda-se para o Rio de Janeiro e dedica-se ao magistério. Lecionou geografia na Escola Normal, depois Instituto de Educação, e no Ginásio Nacional, depois Colégio Pedro II, sem conseguir ser efetivado como professor. Em 1911, morre prematuramente seu primeiro filho. Em fins de 1913 mudou-se para Leopoldina MG, onde assumiu a direção do grupo escolar e continuou a dar aulas particulares. Seu único livro, "Eu", foi publicado em 1912. Surgido em momento de transição, pouco antes da virada modernista de 1922, é bem representativo do espírito sincrético que prevalecia na época, parnasianismo por alguns aspectos e simbolista por outros. Praticamente ignorado a princípio, quer pelo público, quer pela crítica, esse livro que canta a degenerescência da carne e os limites do humano só alcançou novas edições graças ao empenho de Órris Soares (1884-1964), amigo e biógrafo do autor.
Cético em relação às possibilidades do amor ("Não sou capaz de amar mulher alguma, / Nem há mulher talvez capaz de amar-me"), Augusto dos Anjos fez da obsessão com o próprio "eu" o centro do seu pensamento. Não raro, o amor se converte em ódio, as coisas despertam nojo e tudo é egoísmo e angústia em seu livro patético ("Ai! Um urubu pousou na minha sorte"). A vida e suas facetas, para o poeta que aspira à morte e à anulação de sua pessoa, reduzem-se a combinações de elementos químicos, forças obscuras, fatalidades de leis físicas e biológicas, decomposições de moléculas. Tal materialismo, longe de aplacar sua angústia, sedimentou-lhe o amargo pessimismo ("Tome, doutor, essa tesoura e corte / Minha singularíssima pessoa"). Ao asco de volúpia e à inapetência para o prazer contrapõe-se porém um veemente desejo de conhecer outros mundos, outras plagas, onde a força dos instintos não cerceie os vôos da alma ("Quero, arrancado das prisões carnais, / Viver na luz dos astros imortais").
A métrica rígida, a cadência musical, as aliterações e rimas preciosas dos versos fundiram-se ao esdrúxulo vocabulário extraído da área científica para fazer do "Eu" — desde 1919 constantemente reeditado como "Eu e outras poesias" — um livro que sobrevive, antes de tudo, pelo rigor da forma. Com o tempo, Augusto dos Anjos tornou-se um dos poetas mais lidos do país, sobrevivendo às mutações da cultura e a seus diversos modismos como um fenômeno incomum de aceitação popular. Vitimado pela pneumonia aos trinta anos de idade, morreu em Leopoldina em 12 de novembro de 1914.

http://www.releituras.com/aanjos_versos.asp

sábado, 8 de fevereiro de 2014

ZOOLÓGICO E BOSQUE GUARANI - FOZ DO IGUAÇU

É encantador andar pelos caminhos e opções de Foz do Iguaçu, passear e conversar com as pessoas - às vezes com as árvores e flores também, é claro!rs - têm me deixado cada vez mais apaixonado por nossa cidade, mas muitas coisas que tenho ouvido e visto por aí ( aqui, é claro!) não têm sido muito bom. O passeio de hoje foi ao Zoológico e Bosque Guarani, o lugar é lindo. A infraestrutura podemos classificar como ótima, mas parece que falta algo que aqui em Foz, quando se trata de atrativos públicos - a entrada ao local é franca ( gratuita ),  falta o capricho, o cuidado, a dedicação de quem está administrando. Assim como fiz com as fotos do Marco das três fronteiras ( aqui no blog), farei com as fotos do Zoo. Somente postarei as fotos bacanas, aquelas que mostram o legal do lugar. Só uma coisinha não me calou, se tudo fosse bem limpo, cuidado, acredito que contribuiria para mais um dia do turista em Foz. Empresas de turismo levam turista lá, vi isso "com meus próprios olhos".
 

 

 

 

 

 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

EVANGELISMO EM FOZ DO IGUAÇU

Fevereiro começou muito abençoado! No sábado, dia primeiro, três igrejas fizeram evangelismo nas ruas de Foz do Iguaçu. Parabéns, jovens cristãos da nossa cidade.