segunda-feira, 3 de setembro de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
RAUL SEIXAS
Salvador, 28 de junho de 1945 — São Paulo, 21 de agosto de 1989
Acredito que não precisa dizer nada...
VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS
VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS
Sapassado, era sessetembro, taveu na cozinha tomano uma picumel e cuzinhano um kidicarne cumastumate pra fazer uma macarronada cum galinhassada. Quascaí desusto quanduvi um barui vindedenduforno, parecenum tidiguerra. A receita mandopô midipipocadenda galinha prassá. O forno isquentô, o mistorô e o fiofó da galinhispludiu! Nossinhora! Fiquei branco quineim um lidileite. Foi um trem doidimais! Quascaí dendapia! Fiquei sem sabê dondecovim, proncovô, oncontô. Oiprocevê quelocura! Grazadeus ninguém semaxucô! (http//bacaninha.cidadeinternet.com.br/home/mensagens/engraçadas)
Assaltante nordestino
-Ei, bichim... Isso é um assalto... Arriba os braços e num se bula nem faça muganga... Arrebola o dinheiro no mato e não faça pantim se não enfio a peixeira no teu bucho e boto teu fato pra fora! Perdão, meu Padim Ciço, mas é que eu tô com uma fome da moléstia.
Assaltante mineiro
-Ô, sô, prestenção... Isso é um assarto, uai... Levanta os braço e fica quetim quesse trem na minha mão tá cheio de bala... Mió passá logo os trocado que eu num tô tão bão hoje. Vai andando, uai! Tá esperando o quê, uai!
Assaltante gaúcho
-ô, guri, ficas atento... Bah, isso é um assalto... Levantas os braços e te aquietas, tchê! Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbaridade, tchê. Passa as pila pra cá! E te manda a la cria, senão o quarenta e quatro fala.
Assaltante carioca
-Seguinte, bicho... Tu te deu mal. Isso é um assalto. Passa a grana e levanta os braços, rapá... Não fica de bobeira que eu atiro bem pra... Vai andando e, se olhar pra trás, vira presunto...
Assaltante baiano
-ô, meu rei... (longa pausa) Isso é um assalto... (longa pausa) Levanta os braços, mas não se avexe não... (longa pausa) Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado... Vai passando a grana, bem devagarinho...(longa pausa) Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado... não esquenta meu irmãozinho (longa pausa). Vou deixar teus documentos na encruzilhada...
Assaltante paulista
-Orra, meu... Isso é um assalto, meu... Alevanta os braços, meu... Passa a grana logo, meu... Mais rápido, meu, que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pra comprar o ingreso do jogo do Corinthians, meu... Pô, se manda, meu...
CONCURSO DE GÍRIAS
a) “Maior corre no meu trampo hoje, mas firmão. Vou colar na minha goma, bater uma xepa e mandar um salve pra galera da minha área.”
b) “Aê, tô zarpando fora que fiquei de cruzar com uns camaradas pra colar num pico classe A.”
c) “Aê, Tuquinha, se liga, lagarto, que eu vou marcar uma mão pra você devolver minha lupa.”
d) “Dani, para de ser mamadeira e arruma um trampo logo.”
e) “Digo, se liga, você é mó talarico. Tentou furá os zoio do maluco da minha quebrada. Se liga, meu!”
sábado, 4 de agosto de 2012
LAVÍNIA
Entrou no quarto e fechou silenciosamente a porta.
Não acendeu a luz, preferindo ligar um pequeno abajur que iluminou debilmente o aposento. Deu alguns passos em direção à cama e sentou-se numa banqueta.
- Lavínia - murmurou - já estou aqui . Suspirou.
- Demorei um pouco, porque a governanta não queria me largar. Maldita! Tive que mentir que ia ao banheiro. Não foi boa essa, Lavínia? No banheiro. Soltou uma risadinha; um cão latiu ao longe, como se estivesse respondendo. Ela olhou com ansiedade pela janela. Nada viu. O gramado bem tratado brilhava à luz da lua. Folhas de plátano boiavam na piscina.
- Agora está tudo bem. Vou cuidar de ti como só eu sei fazer. Antes de mais nada, um banho; um bom banho fluente, de imersão. Vou prepará-lo agora mesmo. A governanta não quer que eu me aproxime da banheira. Diz que é perigoso, para uma menina de dez anos.
Ouviste esta, Lavínia? Perigoso para mim! Naturalmente, ouço e calo. Posso responder àquela ignorante? Nem sequer falamos a mesma linguagem: o meu vocabulário é maior, mais rico,
mais expressivo. Leio numa semana mais livros do que ela em toda sua vida.
Abaixou-se, tirou os sapatos. - Não devemos fazer ruído.
Do bolso do casaco extraiu um pacote.
- Adivinha o que tenho aqui, Lavínia. Não adivinhas?
Pois, exatamente: marrom-glacês. Marrom-glacês! Não é ótimo? E olha que me deu trabalho surrupiá-los. Mas eu o fiz: nas ventas da governanta. Vou colocá-los aqui, na mesinha de cabeceira. Serão saboreados depois do banho, não antes: banho com estômago cheio é perigoso, dizia papai. Calou-se bruscamente e ficou a olhar pela janela. Depois disse, sem se voltar:
- Vais vestir o teu pijama de flanela azul, deitar na cama, acender a lâmpada de cabeceira e ler o teu livro predileto, saboreando os doces. Não é uma boa idéia, Lavínia? Me diz: alguém cuida tão bem de ti como eu? Mas assim deve ser, pois todos os outros são inimigos. Mamãe, aquele homem que vem aqui e a governanta.
Inclinou-se para a cama:
- E agora vem o melhor. Sabes o que vou fazer, antes de dormires? Vou te acariciar: passarei minha mão bem de leve em teu rosto suave, em teus cabelos de ouro, em tuas pálpebras macias. E, Lavínia - bem, isto não posso prometer, mas farei todo o possível - cantarei para ti.
Cantarei baixinho aquela música que papai ensinou antes de morrer, aquela em francês, te lembras? Sobre as meninas solitárias. Estarás bem enroladinha no cobertor, como uma larva no casulo. E eu te darei boa-noite...
A porta se abriu. Era a governanta, iluminada pela luz forte do corredor.
- Lavínia - disse ela, em voz baixa. - Não há ninguém aqui além de ti, vês? Estás falando sozinha - de novo. Agora, põe teus sapatos e desce; tua mãe e aquele senhor querem te dar boa noite.
Vão sair.
Arrumou-se vagarosamente. A governanta esperava, sorrindo sempre. Antes de sair,
Lavínia voltou-se para a cama e piscou um olho.
- Volto já - murmurou.
SCLIAR, Moacyr. Os melhores contos de Moacyr Scliar
(seleção e prefácio deRegina Zilberman). 3ª ed. São Paulo: Global, 2003.
Não acendeu a luz, preferindo ligar um pequeno abajur que iluminou debilmente o aposento. Deu alguns passos em direção à cama e sentou-se numa banqueta.
- Lavínia - murmurou - já estou aqui . Suspirou.
- Demorei um pouco, porque a governanta não queria me largar. Maldita! Tive que mentir que ia ao banheiro. Não foi boa essa, Lavínia? No banheiro. Soltou uma risadinha; um cão latiu ao longe, como se estivesse respondendo. Ela olhou com ansiedade pela janela. Nada viu. O gramado bem tratado brilhava à luz da lua. Folhas de plátano boiavam na piscina.
- Agora está tudo bem. Vou cuidar de ti como só eu sei fazer. Antes de mais nada, um banho; um bom banho fluente, de imersão. Vou prepará-lo agora mesmo. A governanta não quer que eu me aproxime da banheira. Diz que é perigoso, para uma menina de dez anos.
Ouviste esta, Lavínia? Perigoso para mim! Naturalmente, ouço e calo. Posso responder àquela ignorante? Nem sequer falamos a mesma linguagem: o meu vocabulário é maior, mais rico,
mais expressivo. Leio numa semana mais livros do que ela em toda sua vida.
Abaixou-se, tirou os sapatos. - Não devemos fazer ruído.
Do bolso do casaco extraiu um pacote.
- Adivinha o que tenho aqui, Lavínia. Não adivinhas?
Pois, exatamente: marrom-glacês. Marrom-glacês! Não é ótimo? E olha que me deu trabalho surrupiá-los. Mas eu o fiz: nas ventas da governanta. Vou colocá-los aqui, na mesinha de cabeceira. Serão saboreados depois do banho, não antes: banho com estômago cheio é perigoso, dizia papai. Calou-se bruscamente e ficou a olhar pela janela. Depois disse, sem se voltar:
- Vais vestir o teu pijama de flanela azul, deitar na cama, acender a lâmpada de cabeceira e ler o teu livro predileto, saboreando os doces. Não é uma boa idéia, Lavínia? Me diz: alguém cuida tão bem de ti como eu? Mas assim deve ser, pois todos os outros são inimigos. Mamãe, aquele homem que vem aqui e a governanta.
Inclinou-se para a cama:
- E agora vem o melhor. Sabes o que vou fazer, antes de dormires? Vou te acariciar: passarei minha mão bem de leve em teu rosto suave, em teus cabelos de ouro, em tuas pálpebras macias. E, Lavínia - bem, isto não posso prometer, mas farei todo o possível - cantarei para ti.
Cantarei baixinho aquela música que papai ensinou antes de morrer, aquela em francês, te lembras? Sobre as meninas solitárias. Estarás bem enroladinha no cobertor, como uma larva no casulo. E eu te darei boa-noite...
A porta se abriu. Era a governanta, iluminada pela luz forte do corredor.
- Lavínia - disse ela, em voz baixa. - Não há ninguém aqui além de ti, vês? Estás falando sozinha - de novo. Agora, põe teus sapatos e desce; tua mãe e aquele senhor querem te dar boa noite.
Vão sair.
Arrumou-se vagarosamente. A governanta esperava, sorrindo sempre. Antes de sair,
Lavínia voltou-se para a cama e piscou um olho.
- Volto já - murmurou.
SCLIAR, Moacyr. Os melhores contos de Moacyr Scliar
(seleção e prefácio deRegina Zilberman). 3ª ed. São Paulo: Global, 2003.
terça-feira, 5 de junho de 2012
CONCRETISMO
Em 1956, a Exposição Nacional de Arte Concreta, realizada na cidade de São Paulo, lançou oficialmente o mais controverso movimento de poesia vanguardista brasileira: o concretismo.
Criada por Décio Pignatari (1927), Haroldo de Campos (1929) e Augusto de Campos (1931), a poesia concreta era um ataque à produção poética da época, dominada pela geração de 1945, a quem os jovens paulistas acusavam de verbalismo, subjetivismo, falta de apuro e incapacidade de expressar a nova realidade gerada pela revolução industrial.
São Paulo vivia então o apogeu do desenvolvimentismo da Era J.K. e seus intelectuais buscavam uma poética ideológica/artística cosmopolita, como tinham feito os modernistas de 1922. Por isso, um dos modelos adotados pelos concretos foi Oswald de Andrade cuja lírica sintética (“poemas-pílula”) representava para eles o vanguardismo mais radical.
* Desde 1952, os jovens intelectuais paulistas vinham procurando um novo caminho através de uma revista chamada Noigandres, palavra tirada de um poema de Erza Pound e que não significa nada.
"Todo o poema é uma aventura planificada"
Em síntese, os criadores do concretismo propugnavam um experimentalismo poético (planificado e racionalizado) que obedecia aos seguintes princípios:
- Abolição do verso tradicional, sobretudo através da eliminação dos laços sintáticos (preposições, conjunções, pronomes, etc.), gerando uma poesia objetiva, concreta, feita quase tão somente de substantivos e verbos;
- Um linguagem necessariamente sintética, dinâmica, homóloga à sociedade industrial (“A importância do olho na comunicação mais rápida... os anúncios luminosos, as histórias em quadrinhos, a necessidade do movimento....”);
- Utilização de paronomásias, neologismos, estrangeirismos; separação de prefixos e sufixos; repetição de certos morfemas; valorização da palavra solta (som, forma visual, carga semântica) que se fragmenta e recompõe na página;
- O poema transforma-se em objeto visual, valendo-se do espaço gráfico como agente estrutural: uso dos espaços brancos, de recursos tipográficos, etc.; em função disso o poema deverá ser simultaneamente lido e visto.

VOCÊ GOSTOU DO CONCRETISMO?
BUSQUE NO GOOGLE IMAGENS "POESIA CONCRETA"
Fonte de consulta: Prof. Ricardo Mess
domingo, 25 de março de 2012
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
ERA DIGITAL
Como estamos na "Era Digital", foi necessário rever os velhos ditados existentes e adaptá-los à nova realidade.
1. A pressa é inimiga da conexão.
2. Amigos, amigos, senhas à parte.
3. A arquivo dado não se olha o formato.
4. Diga-me que chat frequentas e te direi quem és.
5. Para bom provedor uma senha basta.
6. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
7. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
8. Hacker que ladra não morde.
9. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.
10. Mouse sujo se limpa em casa.
11. Melhor prevenir do que formatar.
12. Quando um não quer, dois não teclam.
13. Quem clica seus males multiplica.
14. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
15. Quem envia o que quer, recebe o que não quer...
16. Quem não tem banda larga, caça com discada.
17. Quem semeia e-mails, colhe spams.
18. Quem tem dedo vai a Roma.com
19. Vão-se os arquivos, ficam os backups.
20 . Na informática nada se perde nada se cria. Tudo se copia... E depois se cola.
1. A pressa é inimiga da conexão.
2. Amigos, amigos, senhas à parte.
3. A arquivo dado não se olha o formato.
4. Diga-me que chat frequentas e te direi quem és.
5. Para bom provedor uma senha basta.
6. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
7. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
8. Hacker que ladra não morde.
9. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.
10. Mouse sujo se limpa em casa.
11. Melhor prevenir do que formatar.
12. Quando um não quer, dois não teclam.
13. Quem clica seus males multiplica.
14. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
15. Quem envia o que quer, recebe o que não quer...
16. Quem não tem banda larga, caça com discada.
17. Quem semeia e-mails, colhe spams.
18. Quem tem dedo vai a Roma.com
19. Vão-se os arquivos, ficam os backups.
20 . Na informática nada se perde nada se cria. Tudo se copia... E depois se cola.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
FRASES SINISTRAS
Mamãe, por que você bateu naquela mulher que a gente viu
chorando no túmulo do papai?
O amor é como a gasolina da vida. Custa caro, acaba
rápido e pode ser substituída pelo álcool.
Ex-namorado é que nem vestido: você vê em foto antiga e
não acredita que teve coragem de um dia sair com aquilo!
Eu sempre quis ter o corpo de um atleta. Graças ao
Ronaldo isso já é possível.
Troque seu coração por um fígado, assim você se apaixona
menos e bebe mais.
Mentiras são como crianças. Dão trabalho, mas valem a
pena, porque o futuro depende delas.
Os ursos polares adoram o frio. Os bipolares às vezes
adoram, às vezes não...
Antes eu não era perfeito... Faltava-me a modéstia.
Gostaria de saber o que esse Jeová fez de errado pra ter
tantas testemunhas assim...
O amor não é aquilo que te pega de surpresa e te deixa
totalmente sem ar. O nome disso é asma.
O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome
disso é gravidez.
O amor não torna as pessoas mais bonitas. O nome disso é
maquiagem
Se beber fosse pecado, Jesus teria transformado água em Fanta
Uva!
Se você não quer ouvir reclamações, trabalhe no SAC da
empresa que fabrica paraquedas
Todo mundo comete erros. O truque é cometê-los quando ninguém
está olhando.
Calculei meu IMC e constatei que minha altura está 20 cm
abaixo da ideal.
Leio a Playboy pela mesma razão que leio a National
Geographic: gosto de ver fotografias de lugares que sei que nunca irei visitar.
Dizem que a bebida resolve todos os problemas. Pra mim ainda
não resolveu, mas eu sou brasileiro e não desisto nunca!
As melhores crianças do mundo são as japonesas. Estão a 20
mil quilômetros de distância e quando estão acordadas eu estou dormindo.
Se acupuntura adiantasse, porco-espinho viveria para sempre.
Calorias são pequenos vermes inescrupulosos que vivem nos
guarda-roupas, e que à noite ficam costurando e apertando as roupas das
pessoas.
Se você se lembra de quantas bebeu ontem, então você não
bebeu o bastante.
Quando sua mulher fica grávida, todos alisam a barriga dela e
dizem "Parabéns". Mas ninguém apalpa seu saco e diz "Bom trabalho"!
Se vegetarianos amam tanto assim os animais, por que eles
comem toda comida dos pobrezinhos?
"A vida não é medida pelo número de vezes que respiramos, mas pelos lugares
e momentos capazes de tirar nosso fôlego"(anônimo)
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