domingo, 15 de dezembro de 2024

Trocando um "por quê? por um "para quê?

Vamos, Marilu! Me ajude, precisamos tirar essas "coisas" aqui do quintal. Não estou conseguindo sozinho.

Essa foi a última frase que ecoou em uma cena que não me causou medo, mas me fez lembrar, ao acordar às 4h15 da manhã, que o sonho tinha mais imagens enigmáticas.

Aquela imagem de uns animais estranhos, com formas variadas, uma espécie que nunca tinha visto em nenhum livro, documentário da National Geographic ou Globo Repórter, incomodou-me naquela noite.

Um sonho com um teor muito diferente do que sonhara durante esses meus 52 anos.

Mas o sonho não ficou só nisso. Nós tirávamos as "coisas" aos punhados. Não tínhamos medo de tocar, de pegar com as mãos, com os braços. Jogávamos para longe, livrando um espaço que seria necessário para algo surpreendente: peixes. Muitos peixes começaram a aparecer. Muitos peixes brotavam da terra, caíam do céu, surgiam do nada. Em vários momentos surpreendi-me com eles nos braços: eram enormes, eram pesados. Não sei ao certo quantos eram, mas proporcionalmente ao espaço — um gramado que me lembrava uma das casas em que já vivi — não havia mais lugar para tantos.

Eles tinham um olhar que não era aquele que vemos nas peixarias, aquele olhar que, apesar de ser sinônimo de peixe fresco, é vazio. Era um olhar de esperança, um olhar de socorro de alguns. Eles vinham aos meus braços, encostavam-se em minhas pernas.

Nesse momento, as "coisas" já não estavam mais lá.

Acordado, tento entender. Algumas passagens bíblicas já me vieram à lembrança: "Então Simão Pedro subiu a bordo e puxou a rede para a terra, cheia de peixes grandes, cento e cinquenta e três; e ao todo eram tantos, mas a rede não se rompeu." (João 21:11) ou talvez os cinco pães e os dois peixinhos... Mas não era uma multiplicação, tampouco uma pescaria. Eles vinham, apareciam, eram atraídos por algo que os tranquilizava. Estar em meus braços parecia algo bom, confortável, seguro.

Hoje é domingo, 15 de dezembro de 2024. No canal Israel com Aline, ainda na mesma semana do sonho, o episódio da manhã tinha como título: "Os peixes sumiram? O que está acontecendo com o Mar Morto?"

O Mar Morto baixa o volume de suas águas de 1 metro a 1 metro e meio por ano e recua, em média, 30 metros. Um fenômeno que coincide com as profecias bíblicas. O curioso é que algumas lagoas estão se formando nessa parte seca, chamadas de "bolaines do Mar Morto". Os bolaines são "buracos" formados pelas condições subterrâneas após a redução do volume de água daquela área. Essas lagoas são de água doce que brotam vidas do aquífero de Jerusalém, e nelas a vida está se concretizando segundo a professia de Ezequiel 47:12. Os peixes já estão surgindo, aparecendo...

Voltando ao meus sonho, minha expectativa é que esses peixes sejam um norte para o que Deus quer de mim. Hoje teremos a revelação da palavra profética para 2025 na igreja que frequento. Creio que teremos confirmação.

Na última ceia, já percebi que, quando pergunto por que Deus faz algo ou nos dá algo, na verdade o que precisamos saber é: "para quê?", e não "por quê?".

Ainda não sei exatamente o que Deus quer me mostrar com tudo isso. Mas sei que Ele está me chamando para algo maior, algo que talvez ainda não compreenda plenamente. Aqueles peixes no sonho não vieram por acaso — eram um sinal de vida, de abundância e de propósito.

Enquanto espero a revelação, fico com uma certeza: Deus não apenas nos dá sonhos, mas também a direção para realizá-los. É a pergunta certa — "Para quê?" — que nos aproxima do que Ele deseja.

Hoje, confio que Ele continuará revelando o próximo passo. Porque, assim como os peixes encontraram meus braços como um refúgio, eu quero estar pronto para ser instrumento de paz e esperança nas mãos do Senhor.

AS DIFERENÇAS NOS PREPARAM PARA VIVER O PROPÓSITO DE DEUS

AS DIFERENÇAS NOS PREPARAM PARA VIVER O PROPÓSITO DE DEUS

Benjamin é um menino muito inteligente. Seus pais congregam há muito tempo em uma igreja, e Benjamin quase nasceu dentro da igreja em um domingo de culto.

Uma manhã, enquanto eles se arrumavam para ir ao culto, Benjamin perguntou:

— Papai, você sabia que o símbolo que representa o autismo é formado por um quebra-cabeça com várias cores? E sabia que tem um novo símbolo que é formado pelas cores do arco-íris? Sabe o que me lembrei? Que quando Deus fez uma aliança com Noé, depois do dilúvio, Ele colocou um arco-íris no céu como sinal dessa aliança.

O pai sorriu e respondeu:

— Você está certo, filho. O arco-íris nos lembra da fidelidade de Deus e de como Ele cuida de todos nós, não importa como somos. Deus prometeu que nunca mais destruiria a terra com um dilúvio, e o arco-íris é o sinal dessa promessa.

Enquanto caminhavam para a igreja, Benjamin continuou pensando. Quando chegaram ao templo, ele ouviu o pastor dizer:

— Deus nos instrui a amar o próximo como a nós mesmos. Isso significa respeitar a singularidade de cada pessoa, pois cada um é único e especial aos olhos Dele.

Benjamin ergueu a mão e perguntou:

— Pastor, se Deus fez cada um à imagem e semelhança Dele, isso quer dizer que as diferenças também fazem parte do plano Dele?

O pastor sorriu e respondeu:

— Exatamente, Benjamin. Deus nos fez diferentes para que possamos aprender uns com os outros. Sua singularidade é um presente de Deus, assim como cada um de nós tem algo especial a oferecer.

Durante o culto, Benjamin se sentiu inspirado. Ele gostava de contar histórias e decidiu compartilhar algo. Com a autorização do pastor, ele subiu ao púlpito e disse:

— Todos nós somos como um quebra-cabeça. Cada peça é diferente, mas todas se encaixam quando trabalhamos juntos. Deus nos colocou aqui para amarmos uns aos outros e cuidarmos uns dos outros. Um dia, pode ser que nossa igreja receba uma família que tenha um filho autista. Sabem o que isso significa? Que precisamos estar prontos para acolher e amar, porque as diferenças tornam nossa família da fé mais bonita.

Os irmãos da igreja bateram palmas, e algumas crianças foram até Benjamin para agradecer por suas palavras. Uma delas disse:

— Eu não sabia que você era tão inteligente, Benjamin. Você sempre sabe muitas coisas legais!

Benjamin sorriu e respondeu:

— Todos nós temos algo especial. E o mais importante é lembrar que Deus nos ama como somos.

Aquele dia marcou a vida da pequena igreja. Benjamin não apenas aprendeu mais sobre o amor de Deus, mas também ensinou os outros a celebrarem as diferenças.

E assim, todos na igreja passaram a olhar para o quebra-cabeça e para o arco-íris como um lembrete do amor de Deus, que une cada peça com perfeição.

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

DALTON TREVISAN - OBRIGADO.

 Agora foi a vez do Dalton Trevisan. 99 anos. Vivia recluso em sua residência. 

Lembro-me da época de faculdade, o curso de Letras da Unioeste. Tínhamos um professor de Literatura que via nos contos de Trevisan inúmeras possibilidades para elaborar aulas que provocassem discussões acaloradas. Ele adorava ver-nos brigando para defender ou acusar as personagens apresentadas na visceral literatura do autor. O Vampiro de Curitiba, como ficou conhecido após a publicação da obra de mesmo nome publicada em 1965, permitiu-nos aulas intrigantes e intrigueiras. Hoje os primeiros noticiários do dia informaram o óbito. Diziam que ele vivia recluso e nessa hora duvidei da notícia. Como podem afirmar que um autor de tal grandeza literária e de tantos escritos vivia preso, enclausurado, metido em cela, para quem não busca o significado das palavras com veemencia como eu, aceitaria essa palavra com naturalidade: "recluso". Dalton está muito livre, solto, a transitar por corredores universitários, por entre alunos de ensino fundamental e médio, de mão em mão, de tela em tela. O vampiro voa. 

Quero deixar aqui o primeiro conto lido em minha trajetória. 

Apelo

 Dalton Trevisan

 Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho. Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, até o canário ficou mudo. Não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se iam. Ficava só, sem o perdão de sua presença, última luz na varanda, a todas as aflições do dia. Sentia falta da pequena briga pelo sal no tomate — meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa. Calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolha? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.



sexta-feira, 29 de novembro de 2024

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Fulgencios 1 - Antonia Fulgêncio de Lima

 


Antonia Fulgêncio de Lima nasceu em Araripe-CE no dia 04 de Agosto de 1921. Filha de Jerônimo Fulgêncio de Lima e Raimunda Maria de Amorim; ambos naturais da cidade de Icó-CE. (Foram uma das primeiras famílias que povoaram a vila de Brejo Seco), hoje município de Araripe.

    Antonia, professora Normalista diplomada com Honra ao Mérito no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora em Petrolina-PE. Dedicou todo o seu tempo disponível ao estudo da poesia; crônicas ; vários textos e álbuns, cadernos de pintura e desenhos artísticos; além de ser constante estudiosa das línguas: Portuguesa, Francesa e Italiana (das quais possuía gramáticas, dicionários, vários compêndios e alguns romances, inclusive alguns clássicos em Literatura Portuguesa).

    Concluiu o seu Curso Normal já bem debilitada pela doença e por esse motivo nunca lecionou. Todos os recursos disponíveis naquela época foram utilizados no tratamento; mas em vão. Piorava a cada dia. Faleceu no dia 18 de Janeiro de 1958 com apenas 37 anos de idade. Tuberculosa, mal considerado incurável.

    Antonia era a personificação da bondade; simplicidade e sabedoria. Em seu leito de morte recebeu a extrema-unção e comungou pelas mãos do Padre Baldomiro; o qual comentou ter notado transfiguração em seu semblante e disse para os presentes que estava possuído de uma forte emoção e uma felicidade muito grande em atender esta santa nos momentos finais de sua vida. Ela morreu rezando.


A Sociedade dos Poetas de Araripe – SPA, foi idealizada pelos poetas Francisco Aroldo Lobo de Alencar, Antônio Hélio da Silva e Deusimar Rodrigues de Alencar. Fundada em 29 de Julho de 2006, é uma entidade sem fins lucrativos e tem a finalidade de participar no desenvolvimento e progresso da cultura literária, defender os direitos fundamentais dos poetas, zelar pelos seus interesses e defender o patrimônio cultural de Araripe e do Brasil. É uma associação reconhecida como de utilidade pública pela Lei Municipal N°884/2008. as Sessões Ordinárias acontecem no 2° Sábado de cada mês a partir das 09:00h da manhã. 

    O primeiro cordel publicado pela Sociedade dos Poetas de Araripe foi em 2007, mais dois cordeis foram publicados em 2008 e um em 2009. São seus autores os poetas cordelistas Deusimar Rodrigues, Acácio Silva, Vavá Freire e Antônio Hélio – respectivamente. Em 2008 a Sociedade dos Poetas de Araripe concedeu título de Menção Honrosa ao dentista, escritor, jornalista e cronista Juazeirense Dr. Geraldo Menezes Barbosa e ao poeta, cantor e compositor araripense, Sr. Vilemar Guedes, esta última prestada em Sessão Solene no dia seis de Dezembro de 2008.  A Sociedade dos Poetas de Araripe dispõe de uma biblioteca adquirida através de livros doados por filhos da terra, poetas da Casa e seus amigos, denominada Antonia Fulgêncio de Lima – eleita em Sessão Ordinária. 

    A entidade tem status de Academia e como Patrono das Cadeiras leva o nome do imortal poeta araripense Raimundo Elesbão de Oliveira. Antonio Valentim de Oliveira é o Patrono da Sociedade dos Poetas, ambos eleitos em Sessão Extraordinária para esse fim. Foi conferido Título de Benfeitor da Sociedade dos Poetas a Rádio Araripe FM 104,9 e a professora Ionete Pereira. E conferido Título de Menção Honrosa ao radialista Edvaldo Lima por ceder espaço na rádio para o programa Café com Poesia. No ano de 2009 o Título de Benfeitor da Sociedade dos Poetas foi conferido ao poeta Francisco Aroldo Lobo de Alencar. A Entidade participa da campanha Sua Nota Vale Dinheiro – da SEFAZ-CE, tendo obtido recursos que muito contribuiu com o desenvolvimento da Casa e de seus poetas. 

  Foi, em Fevereiro de 2009, criado o informativo da Sociedade dos Poetas – Jornal Poesia Expressa. Recebeu no dia 15 de Maio de 2010, sob a presidência de Francisco Adriano de Sousa, do Instituto Cultural do Vale Caririense - ICVC a comenda Mª Violeta Arraes de Alencar Gervaiseau, em reconhecimento a significativa contribuição para o desenvolvimento e a valorização da identidade cultural da região do cariri. Foram seus presidentes os poetas Antonio Hélio da Silva, Deusimar Rodrigues de Alencar, a poetisa Kátia Alves, o Sr. Francisco Adriano de Sousa, tendo sido eleito para um segundo mandato o Sr. Antonio Hélio da Silve, seguido pelo poeta Francisco Adriano de Sousa, novamente.

Sentados: Raimunda e Gerônimo, pais de Antônia.

Um relato de Eliane Fulgencio, sobrina de Antônia, filha do Antônio ( primeiro em pé à esquerda): Legal!...Lembro-me, ainda criança, lá na casa de madrinha Raimunda, como a gente chamava nossa vó paterna, era mostrava os desenhos e as pinturas, de tia Antônia, mas não sei que fim levou esse acervo!...

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Fulgencios

Fulgencio Enéias do Nascimento e Ana Maria da Conceição são os pais de Gerônimo Fulgencio de Lima ( conhecido no Crato como Doutor Fulgencio ou ainda vovô doutor), Gerônimo casou-se com Raimunda Maria de Amorin ( seus pais eram Cassiano José de Morim e Camila Maria da Conceição. Gerônimo e Raimunda são pais de José Fulgencio de Lima que casou-se com Maria Aparecida Vieira de Lima ( seus pais eram Sebastião Vieira e Ângela Fabrim). José e Maria são pais de Jomas Fulgencio de Lima e Sebastião Jonadab Fulgencio de Lima, este casou-se com Luzia Fulgencio de Lima ( seus pais eram José Francisco de Lima e Aurora Maria Meneses de Lima) Sebastião e Luzia são pais de Emerson Fulgencio de Lima, Evandro Fulgencio de Lima e Erick Fulgencio de Lima. Emerson é pai de Guilherme Fossari Fulgencio de Lima e Lorenzo Canete Fulgencio de Lima. 

Segue uma carta enviada pelo vovô douto Fulgencio ao filho José ( que também aqui no sul era conhecido por Jerônimo).






#1 Pensei isso!

 A melhor forma de resolver um problema é não criar outro.

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

FELIZ EXISTÊNCIA

Dia dez de dezembro aqui em casa sempre foi uma data de alegria. Durante muitos anos, acordar nesse dia era certeza de um almoço especial. Costela de forno embrulhada no saco de papel, mesa impecável e o bolo feito pela minha mãe para comemorar o aniversário do meu pai. Era mais um ano de vida do Sr. Sebastião Jonadab Fulgêncio de Lima. Seu Tião, Seu Lima, Jonadab (poucas pessoas sabiam e o chamavam por esse nome).

Ele contava sua idade de uma maneira costumeira e engraçada. Era hilário ouvir. Os conhecidos da época do mercadinho, familiares e amigos perguntavam: “Quantos anos, seu Tião/seu Lima?” E ele, mais que depressa, sempre sorrindo, dizia a idade seguida da expressão: “De feliz existência.” Hoje, estaria completando 73 anos. Acredito que ouviríamos ele falando várias vezes: “73 anos de feliz existência”. Como gostaria de ouvir ao menos mais uma vez...

Hoje, data em que lembramos do pai, amanheceu chovendo. Minha programação para o dia, um domingão, foi completamente alterada. Não teve pedalada de manhã, não teve pastel na feira, não teve Blue Park com amigos. Ficamos em casa, almoçamos juntos: minha mãe, Marilu e eu. E algo marcou meu dia 10. Todos os anos, minha mãe enfeita a casa para o Natal. Neste ano, as coisas estavam bem atrasadas por aqui. Resolvi ajudá-la na ornamentação.

Pode parecer simples, mas, ao tirar o presépio da caixa, não pude conter um momento de emoção. Parei, baixei a cabeça e muitas lembranças me vieram. Não sei se você sabe o que é um presépio e o que isso significa. A palavra presépio tem sua origem no latim praesepium – que significa apenas curral, cercado onde se guardam animais. E, no século XIV, tomou conotação religiosa de representação cênica do nascimento de Jesus Cristo numa estrebaria. É inegável que Jesus nasceu. Há controvérsias sobre datas, lugares, cenários sociais. Mas isso não importa.

No livro de Isaías, há uma profecia de que Ele viria como um bebê: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” Em Miquéias 5:2, está a profecia de que Jesus nasceria em Belém. Em Mateus 2:4–6, os escribas sabiam que, segundo a profecia, o Messias nasceria em Belém. Jesus nasceu.

Meu dia 10 ainda não terminou. A surpresa foi ainda maior quando, no fundo da caixa dos enfeites de Natal, encontrei mais um presépio. Bem pequeno, em relação ao que estava montando. Mas sua presença neste momento trouxe lembranças gigantescas. O presépio pequeno está em nossa família há 40 anos. Foi um presente de Natal muito diferente que ganhamos de minha avó Aurora. Ela estava comprando presentes para todos os netos, e lembro que minha mãe a acompanhava para ajudar nas compras. O presente que ela escolheu para nós foi uma camisa de time.

Mas, em uma das lojas, havia um presépio. Meu irmão e eu ficamos brincando com os animaizinhos do presépio e, no final das compras, para nossa maior alegria e surpresa, ela nos presenteou com esse "pequenininho". Quantas lembranças... Meus avós, os Natais em família, tios, primos...

Um dos animaizinhos estava quebrado: o camelo. Demorei para encontrar a cabeça que faltava. Colando a cabeça do camelo que estava quebrada, parecia que minha cabeça é que estava em outros lugares...

MATHEUS E A IGREJA DO CORAÇÃO

Matheus e a Igreja do Coração

Emerson Fulgencio

Matheus era um menino que amava muito ir à igreja com seus pais. Ele ficava tão animado com o domingo que não via a hora de colocar sua roupa favorita, arrumar o cabelo e, claro, pegar a Bíblia que ele guardava com muito carinho.

(Ilustração: Matheus todo arrumadinho, sentado no sofá com a Bíblia no colo, esperando seus pais.)

Todo domingo, antes mesmo de seus pais estarem prontos, Matheus já estava na sala, bem comportado e com um sorriso no rosto, esperando ansiosamente para sair de casa. Ele sentia que ir à igreja era o melhor momento de sua semana! Na igreja, Matheus tinha muitos amiguinhos e amiguinhas, com quem adorava brincar e aprender.

(Ilustração: Matheus e outros amigos sentados com Jesus, rodeados de flores e luz, como se estivessem num campo bonito.)

— Olhem, papai e mamãe, — Matheus dizia com os olhos brilhando, apontando para um versículo da Bíblia. — Aqui está o que Jesus disse: "Deixai vir a mim os pequeninos!" Ele falou isso para a gente, sabia? — E papai e mamãe sorriam, orgulhosos.

(Essa é uma ótima oportunidade para abrir a Bíblia em Mateus 19:14 e ler a passagem para as crianças, explicando como Jesus ama e dá espaço para as crianças em seu reino.)

Na igreja, Matheus adorava o momento do louvor. Quando o pastor chamava todas as crianças para ir na frente cantar e dançar, ele se sentia super feliz! Era uma festa de alegria e amor, e Matheus amava ser parte dessa celebração.

(Ilustração: Matheus e seus amigos, de mãos dadas, dançando felizes na frente da igreja.)

Mas o momento que ele mais aguardava com todo o coração era o tempo da escolinha bíblica. Matheus adorava aprender sobre a palavra de Deus e a vida de Jesus. No domingo passado, a professora disse que iriam aprender sobre os milagres de Jesus, e Matheus estava super curioso.

— Mãe, o que é um milagre? — perguntou Matheus ao longo da semana, cheio de perguntas. Ele queria saber tudo sobre o que Deus poderia fazer.

(Ilustração: Matheus com um olhar curioso, fazendo perguntas enquanto sua mãe o escuta atentamente.)

Finalmente, chegou o grande dia! Quando ele entrou na escolinha, foi direto até a professora Márcia.

— Profe Márcia, o que é um milagre? — perguntou, com os olhinhos brilhando de curiosidade.

A professora sorriu e pediu para todos se sentarem.

— Olha, Matheus e amiguinhos, milagres são coisas incríveis, maravilhosas, que só Deus pode fazer! — ela explicou com calma. — Milagres são como sinais de que Deus é poderoso e cheio de amor por nós. Ele faz coisas que a gente não entende, mas que nos mostram que Ele pode tudo!

(Ilustração: A professora Márcia com um sorriso acolhedor, rodeada por crianças sentadas com os olhos atentos.)

Matheus ficou encantado com a explicação! Agora ele entendia que os milagres eram presentes especiais de Deus para ajudar e ensinar as pessoas. A partir daquele dia, ele ficou ainda mais ansioso para aprender sobre todos os milagres que Jesus fez e como Ele continua fazendo coisas incríveis na vida das pessoas.

Moral da história: Ir à igreja não é só sobre cantar e brincar, mas também sobre aprender coisas maravilhosas sobre Deus e Seu amor por todos. E, assim como Matheus, as crianças podem sempre contar com a igreja para crescerem, entenderem mais sobre Deus e se sentirem muito especiais no coração de Jesus.




quinta-feira, 14 de novembro de 2024

PA-PAI

PA-PAI

Emerson Fulgencio

Escreveu na parede uma palavra e saiu andando sem olhar para trás. Sua letra era trêmula, pontos fortes acarcados em algumas curvas da escrita. Sem diagnóstico preciso notava-se um certo temor. Ele foi, a palavra ficou. Um desabafo, um pedido de socorro? A palavra estava lá agora tão solitária... Parecia escrever algo que já estava gravado em seu coração. Deixara algo para trás. Os dias passaram.

Soou o sinal da escola. Hora de ir para casa. Mochilas nas costas as crianças tomam seu destino. Andam em grupos, algumas sozinhas, pais que vêm buscar, transportes. Movimento de porta de escola é bonito de se ver. Quanto abraço, quanto beijinho, quanto amor despreendido. É pai, é mãe, é avô, é avó, é tio, tio que não é tio, é tia, tia que não é tia, crianças correndo para o reencontro. Fome ao meio dia, cansaço às 18h.

O menino morava no bairro. Começara a estudar naquele ano.  Já estava naquela fase de soletrar tudo. Seus olhos eram ávidos, atendos a qualquer curvinha em que reconhecia uma palavra. Na placa da rua “pppapa-rrre”, na fachada dos comércios  “loo-jjja”. Estava lendo. Estava descobrindo o mundo da escrita e leitura. Nada escapava.

No caminho de casa - por morar pertinho da escola, tinha o privilégio de ir e vir a pé, ora correndo, ora voando - havia uma construção inacabada há anos. Suas paredes já rebocadas, mas sem pintura, estavam marcadas pelo tempo. O menino passava pertinho da edificação, a calçada era estreita, era a última esquina antes de chegar em casa.

Seus olhos foram atraídos por uma palavra, suas mãos passaram bem perto. Mais um desafio ao incipiente leitor. Mais uma palavra para decifrar. Aquela ele já havia lido algumas vezes no livro da escola, era mais fácil quando a memória fotografava a junção das letras. Em voz alta “pa-pai” era a palavra escrita na parede daquela  antiga obra.

Chegou em casa naquele dia com um nó na garganta. A mãe estava na cozinha como de costume. A tevê ligada, o som das panelas, aquele aroma inconfundível. O menino parou na porta. Mãe, por que não tenho pai? Ela sabia que ouviria isso um dia da boca da criança. Mas você tem pai, sim! Ela fala em uma resposta sem considerar que ele era apenas uma criança. Parecia resposta para adultos. Ela e ele não estavam prontos para aquele dia. Ela não imaginava que sentiria culpa por isso, ele não imaginava que um dia sentiria falta.

Panelas desligadas. Sentaram-se à mesa.

Esse dia chegaria. Chegou tão depressa pensou a mãe. Chegou tão tarde, suspirou o filho. Um pai. Perguntas começaram brotar nas duas cabeças de bocas caladas. Nem mesmo a mãe sabia o paradeiro do pai do garoto. Tão jovens, a gravidez os assustou de tal forma que até ela, se pudesse, teria fugido. Não em forma de abandono, sim em forma de incertezas. O que seria dali pra frente. Enfim, existia uma grande lacuna emocional nos dois. Ser pai e mãe em uma pessoa só na havia sido simples e agora o momento era de incerteza novamente.

Mãe!? Eu não tenho pai? Quem é meu pai? Onde ele está?  Por que ele nunca foi me buscar na escola?  Por que ele não vive aqui em casa? Por quê? Por quê? Por quê?...

O menino tomara coragem. Aquela palavra teria desencadeado centenas de dúvidas que ele talvez nem reconhecia ter. Um pai. Pa-pai. O que significava isso para quem não covivera um só dia com a figura paterna. Um pai é amigo, um pai é generosidade, um pai é proteção.  É exemplo de cumprimento de dever, de comida na mesa. Um pai é autoestima elevada. A ausência desnutri de carinho.

A mãe abaixa a cabeça, lagrimas que brotam nos olhos. O menino ainda que com pouca idade, percebe o sofrimento. O silêncio é quebrado por um tom de voz carinhoso: - Mãe, mamãe, me desculpe! Olhar terno: - Um dia eu vou crescer, você me ensina a ser pai pra quando eu ficar grande?

 

UM FILHO

Um filho

Emerson Fulgencio

Dona Alzira sabia que a vida é um fio, uma costura frágil. Seus dedos já enrugados de costureira seguiam firme no trabalho, mas a cabeça viajava para bem longe dali. Voltava para o passado, para a lembrança do pequeno Miguel, seu primeiro e único filho. Ele era a razão de tudo que ela fazia e, mais que isso, era a pergunta constante que a vida lhe propunha.

Certa tarde, em meio ao som rítmico da máquina de costura, ela se pegou a pensar nas três perguntas que um professor tinha lançado aos pais de seu bairro, durante uma palestra na escola do pequeno Miguel.

"O que é um filho?"

Pensou na resposta que já sentia no coração. Um filho não era só um pequeno ser, ou um reflexo de si mesma. O professor durante a palestra falou que em tupi a palavra "piá" significa "pedacinho do meu coração que anda". Um filho era um pedacinho não só do seu coração, mas de sua alma andando pelo mundo com um coração independente, um amor plantado fora do próprio corpo. Miguel era uma extensão do que ela era, mas também uma vontade própria, um destino que ela mal compreendia. "Um filho é a coragem que a gente aprende a ter quando o mundo assusta e o chão parece se abrir", pensou.

"Quanto custa um filho?"

Ah, essa pergunta! Dona Alzira riu sozinha enquanto ajeitava a bobina da máquina. Todos pensavam que o custo de um filho era a fralda, o leite, a escola. Mas, para ela, o verdadeiro preço era outro. Era o sono que se perdia, o medo que nunca se apagava, as noites em claro esperando por notícias, e o sorriso de alívio ao ouvir passos na porta. "O custo de um filho", sussurrou para si mesma, "é o pedacinho do coração que a gente entrega e nunca mais recupera. É dar o melhor de si e torcer para que seja o suficiente."

"Quanto tempo dura um filho?"

Essa última pergunta sempre ficava, pairando, como uma brisa silenciosa que mexe nos galhos e parece que vai dizer algo importante, mas não diz. O tempo de um filho, ela sabia, não se media em anos ou décadas. Miguel, mesmo crescido, seguia sendo seu menino, mesmo quando ele já havia saído de casa, seguido seu próprio caminho. Para ela, um filho durava para sempre, era uma semente de eternidade.

Dona Alzira terminou a costura e desligou a máquina, mas as perguntas ainda ecoavam. Ela suspirou, ajeitando a blusa puída sobre os ombros e lembrando-se dos olhos de Miguel, sempre com aquele brilho inquieto de quem quer saber do mundo. E, naquele instante, soube que, se a vida lhe pedisse, ela faria tudo de novo. Não se importando com a dificuldade, o medo, a incerteza, mas visualizando lá na frente, onde nem os olhos alcançam, que se não tivesse gerado, educado, conduzido o Miguel, a sua vida não teria, com certeza, sentido algum. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

"Escola de Pais" Fortalece Laços e Traz Reflexões na Escola Cívico-Militar Presidente Costa e Silva de Foz do Iguaçu-Pr

 "Escola de Pais" Fortalece Laços e Traz Reflexões na Escola Cívico-Militar Presidente Costa e Silva

A Escola Cívico-Militar Presidente Costa e Silva, situada em Foz do Iguaçu-PR, realizou nesta última quarta-feira, 13 de novembro de 2024,  mais um encontro da série "Escola de Pais", um evento mensal que tem como propósito oferecer orientações e metodologias para que os pais possam apoiar e educar melhor seus filhos. Com um público de mais de 60 pais, o evento contou com falas inspiradoras e momentos de reflexão, fortalecendo o compromisso entre família e escola na formação dos alunos.

A abertura foi conduzida pela diretora e professora Marilu Grassi ( idealizadora do projeto há ,mais de 10 anos), que compartilhou importantes conselhos e orientações em um discurso de aproximadamente 30 minutos. Em sua fala, Marilu destacou a importância de um envolvimento constante dos pais na vida escolar dos filhos, além de estratégias para apoiar o desenvolvimento acadêmico e pessoal dos estudantes.

O evento também contou com a presença especial de Luís Fernando Favorito Pasinitto, ex-aluno da escola nos anos 90. Em um depoimento nostálgico e motivador, João relembrou os anos em que estudou na instituição, ressaltando o papel da educação em sua trajetória de sucesso. Ele destacou como as lições e valores absorvidos na escola foram fundamentais para alcançar seus objetivos e reforçou aos pais a importância de estimular seus filhos a persistirem nos estudos.

Um dos momentos foi marcado pela fala do professor Emerson Fulgêncio, que trouxe um debate reflexivo para os pais com três perguntas provocadoras: "O que é um filho?", "Quanto custa um filho?" e "Quanto tempo dura um filho?". Sem respostas prontas, o professor convidou os presentes a participarem da reflexão, explorando juntos os valores e responsabilidades da paternidade.

O Sr. Silva, militar e um dos responsáveis pelo programa cívico-militar na escola, também teve seu momento para falar sobre os benefícios do modelo disciplinar implementado na instituição. Ele destacou o impacto positivo da presença de militares no ambiente escolar, reforçando o comprometimento com a disciplina e a ordem, valores que contribuem para o desenvolvimento integral dos alunos.

Ao final do encontro, os pais puderam se confraternizar em um café especial com bolos, biscoitos e batata-doce, típico lanche servido aos estudantes. A reunião foi um sucesso, promovendo um ambiente de apoio e colaboração entre escola e família, e reforçando a importância de uma educação pautada no respeito, na disciplina e no diálogo.



















sábado, 19 de outubro de 2024

Eleições é tudo a mesma coisa, ou não?

 Eleições é tudo a mesma coisa, ou não?

Emerson Fulgencio

Acordei às 5h30 com o clarão da luz do banheiro. Domingo tão cedo? Minha esposa dos 18 anos até hoje - quem a conhece sabe de quanto tempo estou falando - se voluntaria para as eleições.  A justificativa são as folgas às quais tem direito, mas percebo que, na verdade, ela gosta disso tudo. Então, a luz me tirou da cama.

Depois de tomar banho, já pronto para levá-la ao colégio onde estava escalada, espero-a no carro. Lembro-me de alguns episódios vividos em épocas em que fui voluntário. "Onde vovotá?" Em todas as eleições, foram várias: umas como secretário, outras como mesário — agora quem me conhece sabe de quanto tempo estou falando. Chegava à seção um senhor que perguntava. Era engraçado e, ao mesmo tempo, chato. Ele olhava e dizia: “Onde vovotá?”. Pegávamos o título de eleitor dele e falávamos que era ali mesmo. Então ele abria aquele sorrisão e dizia: “Eu perguntei onde o vovô tá!” e dava uma gargalhada. Foram vários anos, com eleições para prefeito, presidente e senador.

Mas hoje não sou voluntário. O mais curioso é que estou aqui em uma escola, vim trazer a esposa; talvez seja um voluntariado de cumplicidade. Outras lembranças me ocorreram: as urnas, as cédulas, canetas, anotar, conferir, auditar. Era uma responsabilidade sem igual; daqueles “x” colocados, daqueles números inscritos, sairia a legitimidade das escolhas. O prefeito para o próximo mandato será o fulano de tal, o presidente o cicrano, o vereador o beltrano. Seriam alguns anos de administração de todos os recursos de nossa cidade, de nosso país. A responsabilidade do que entendemos como bem comum estaria nas mãos de um, mas teria passado pelas mãos de vários na hora do sim, naquele dia D.

O cenário é o mesmo: alguns senhorzinhos estão ao portão da escola desde às 7h, ávidos com seus títulos em mãos. Parece que quem não tem mais a obrigação de votar tem mais compromisso do que aquele cujo exercício cidadão faria tanta diferença para sua cidade, para seu país. Vários "santinhos" — para quem não sabe o que é isso, para explicar aos mais jovens, é um post de Facebook ou Instagram impresso em papel — estão jogados na rua, no chão mesmo, em frente aos locais de votação.

Uma movimentação inconfundível de pessoas que chegam para voluntariar: alguns, como minha esposa, com sorriso estampado, falante, com aquela expressão indiscutível de “estou aqui porque quero”; mas também aqueles que chegam sem um bom dia sequer. Então percebo que parece que nada mudou. Ou mudou? Com certeza, o senhorzinho do "vovotá" não vota mais, não “tá” mais por aqui também.

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

GÊNESIS, ÊXODO, LEVÍTICO, NÚMEROS e DEUTERONÔMIO - Os cinco primeiros livros da bíblia em forma de poemas.

 Poema de GÊNESIS: O Começo de Tudo

No princípio, Deus criou,
Céus e Terra, vida e o ar,
A luz brilhou, o caos cessou,
Dia e noite, veio o mar.

Separou a terra firme,
Dos céus e águas, com seu poder.
Ervas, flores e árvores surgem,
Tudo pronto para florescer.

No céu, astros resplandecentes,
Sol e lua a brilhar.
Povoa os mares com seres viventes,
E nos céus, aves a cantar.

No sexto dia, a criação se expande,
Animais da terra, cada um em seu lugar.
Então, do pó, Deus fez o homem,
Sua imagem veio revelar.

Adão no Éden caminhava,
Entre árvores, rios e paz.
Mas sozinho, Deus o via,
Então, criou Eva para ser sua par.

Porém, a serpente, cheia de engano,
Trouxe a queda, o fruto provaram.
O pecado entrou no mundo,
E do Éden foram expulsos, afastados.

Caim e Abel, os primeiros filhos,
O ódio e o sangue se derramou.
Mas Seth nasceu, a esperança revive,
E a linhagem da promessa continuou.

Os homens cresceram, mas o mal também,
Deus viu o mundo em corrupção.
Chamou Noé, homem de fé,
Para construir a salvação.

O dilúvio veio, a Terra lavou,
Mas o arco-íris a paz anunciou.
A promessa de vida, de novo se fez,
E a história do homem recomeçou.

Abraão foi chamado a caminhar,
De Ur partiu, na fé sem ver.
Uma terra prometida, filhos sem contar,
E um pacto eterno, Deus fez florescer.

Isaque nasceu, promessa viva,
E Jacó, seu filho, o legado herdou.
Doze tribos surgiram, como estrelas brilhando,
E José, no Egito, a salvação guiou.

De escravo a príncipe, Deus o elevou,
Nos sonhos e visões, o futuro mostrou.
A fome veio, mas o plano divino,
Fez de José, o salvador de seus irmãos.

Assim termina o Gênesis, o começo da história,
De um povo escolhido, guiado na glória.
Promessas feitas, alianças firmadas,
A jornada de fé, enfim, começada.

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Poema ÊXODO: A Libertação do Povo

No Egito, Israel sofria,
Escravos do Faraó cruel,
O clamor subia aos céus,
De um povo que pedia por seu Deus fiel.

Nas margens do Nilo, Moisés nasceu,
Em um cesto, sua vida foi poupada.
Criado no palácio, mas no deserto fugiu,
Ao chamado de Deus, sua alma foi despertada.

Na sarça ardente, a voz lhe falou,
"Liberta meu povo, eu sou quem sou."
Com sinais e prodígios, ele foi enviado,
Com o cajado em mãos, um líder foi formado.

Faraó resistiu, seu coração endureceu,
Dez pragas vieram, e o Egito sofreu.
Águas em sangue, trevas e morte,
Mas Israel foi poupado pela divina sorte.

Na noite da Páscoa, o cordeiro foi imolado,
O sangue nas portas, o livramento esperado.
O anjo da morte passou, o grito se ouviu,
E o povo de Deus, enfim, saiu.

Pelo Mar Vermelho, o caminho se abriu,
As águas se ergueram, o medo caiu.
Do outro lado, cantaram com fé,
Deus havia vencido, libertado o seu povo de pé.

No deserto, caminharam, entre fome e sede,
Mas Deus proveu o maná e a água na rocha.
No Sinai, o pacto foi selado,
A lei entregue, a aliança firmada.

Dez mandamentos para guiar,
Um povo santo, chamado a brilhar.
Mas o bezerro de ouro erigiram,
E com isso, a ira de Deus provocaram.

Moisés intercedeu, subiu ao monte,
E a glória de Deus contemplou.
A tenda da congregação se ergueu,
E o povo, em temor, aprendeu quem os guiou.

No deserto, seguiram com a nuvem e o fogo,
A presença de Deus sempre ao lado.
No tabernáculo, Ele habitou,
O Deus de Israel, jamais os abandonou.

Êxodo é a história da redenção,
Da escravidão à liberdade, guiados pela mão.
Um povo escolhido, com destino traçado,
Por Deus libertados, ao seu futuro chamados.

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Poema LEVÍTICO: A Santidade de Deus

O Senhor chamou a Moisés,
Do meio do tabernáculo, Ele falou.
Leis e mandamentos foram entregues,
Para que Seu povo santo fosse, como Ele ordenou.

Ofertas e sacrifícios foram ditados,
Para expiar os pecados e purificar.
O sangue do cordeiro, o incenso queimado,
Mostravam a aliança que veio a firmar.

Holocaustos, cereais e paz,
Cada oferta com um sentido profundo,
Que ensinava o povo a se aproximar,
De um Deus santo, que governa o mundo.

Os sacerdotes, escolhidos e consagrados,
Aarão e seus filhos com honra serviam.
Com óleo e sangue foram ungidos,
Para o povo a Deus intercediam.

Mas Nadabe e Abiú, o fogo estranho trouxeram,
E diante do Senhor, suas vidas perderam.
A santidade exigia obediência fiel,
E o temor de Deus ressoava como um sino do céu.

As leis da pureza foram detalhadas,
Sobre o que comer e como viver.
Ser santo era mais que um ritual,
Era uma forma de a vida entender.

O Dia da Expiação, grande e solene,
O sumo sacerdote com cuidado entrava,
No Santo dos Santos, com temor no olhar,
Com sangue no altar, o pecado era apagado.

O bode expiatório levava as culpas,
Para longe, no deserto, ele se ia.
E o povo, aliviado, se renovava,
Na graça do perdão que Deus oferecia.

As leis sobre o amor ao próximo também vieram,
"Seja justo, não oprimam, sejam fiéis."
A santidade não era apenas no templo,
Mas nos campos, nas casas e em cada passo dos pés.

"Sejam santos, porque Eu sou santo",
Era o clamor do Senhor ao seu povo escolhido.
Levítico, um livro de ordem e pureza,
Para que Israel fosse ao mundo um farol erguido.

No final, Deus mostrou um caminho a seguir,
De sacrifício, justiça e devoção.
Mas tudo apontava para um futuro vindouro,
Onde a perfeita redenção viria em sua mão.

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Poema NÚMEROS: A Jornada no Deserto

No deserto de Sinai, Deus chamou,
Moisés contou cada tribo e clã.
Israel estava pronto para marchar,
Rumo à Terra Prometida, o lugar de Canaã.

Doze tribos, cada uma em seu lugar,
Com estandartes erguidos, preparavam-se para andar.
Levi no meio, o sacerdócio fiel,
Guiando o povo com a lei de Deus e o santo véu.

A nuvem de dia, o fogo à noite,
A presença de Deus sempre a guiar.
Mas o povo murmurava, cheio de queixas,
No coração, começava a vacilar.

Moisés clamava, cansado e aflito,
E Deus provia o maná para o pão.
Mas o povo, com desejo ingrato,
Clamava por carne, sem gratidão.

Deus enviou codornizes do céu,
Mas também veio a praga, como um sinal.
O povo aprendera com dor e temor,
Que a rebeldia traz juízo, e não o favor.

Em Cades-Barnéia, espiões foram enviados,
Doze homens para ver a Terra Prometida.
Mas dez voltaram com medo e dúvida,
Somente Josué e Calebe tinham fé na partida.

Por causa da incredulidade, vagaram então,
Quarenta anos no deserto sem direção.
Uma geração caída, que não entrou,
Somente seus filhos a terra alcançou.

Corá, Datã e Abirão se rebelaram,
Contra Moisés e Aarão se levantaram.
Mas a terra se abriu, e os tragou,
E o temor do Senhor a todos ensinou.

Águas amargas em Meribá brotaram,
E Moisés, com raiva, a rocha feriu.
Por desobedecer, não entrou na terra,
Mas a promessa de Deus prosseguiu.

As serpentes no caminho atacaram,
E o povo sofria pelo pecado.
Mas Deus ordenou: "Erga a serpente de bronze",
E os que olhavam eram curados.

No final da jornada, na terra de Moabe,
Balaque chamou Balaão para amaldiçoar.
Mas Deus transformou a maldição em bênção,
E de Israel, Ele prometeu cuidar.

Deus ensinava, com graça e justiça,
Que a fé e a obediência abrem o caminho.
Números conta a história de uma nação,
Que aprendeu, com dor, a seguir seu destino.

O deserto foi escola, a provação constante,
Mas a promessa de Deus nunca falhou.
Às portas de Canaã, eles estavam de pé,
Com fé renovada, prontos para o que Deus ordenou

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Poema DEUTERONÔMIO: A Última Instrução

Às margens do Jordão, Moisés se levantou,
Diante de Israel, sua voz ecoou.
Com palavras de amor e advertência,
Ele relembrou a aliança e a obediência.

Quarenta anos vagaram no deserto,
Agora, à Terra Prometida estavam perto.
Mas antes de cruzar o rio sagrado,
Moisés trouxe à memória o passado.

"Ouçam, ó Israel, os mandamentos de Deus,
Que vos tirou do Egito, guiando os pés.
Não esqueçam das leis que Ele vos deu,
Vivam em retidão, abençoados serão."

Os Dez Mandamentos foram repetidos,
Para que o povo nunca os deixasse esquecidos.
"Amarás o Senhor, com todo o coração,
E ensinarás aos filhos sua santa instrução."

Moisés relembrou as vitórias de Deus,
Que na batalha sempre os protegeu.
Falou das rebeliões, do coração endurecido,
Mas também da graça que os havia mantido.

“Quando entrarem na terra, onde leite e mel jorram,
Lembrem-se do Senhor, e não se corrompam.
Guardem seus corações da idolatria,
Sigam a justiça e a sabedoria."

As bênçãos e maldições foram então pronunciadas,
Se obedecessem, seriam exaltadas.
Mas se abandonassem o caminho do Senhor,
O juízo viria, trazendo dor.

A escolha foi clara, a decisão seria sua:
Vida e bênção, ou morte e ruína.
"Escolham a vida, para que vivam",
Moisés clamou, que a aliança sigam.

Antes de partir, Moisés entoou um cântico,
Um hino de louvor e advertência ao povo.
Profetizou sobre os tempos que viriam,
E o cuidado de Deus que nunca os deixaria.

Subiu ao Monte Nebo, de onde avistou,
A terra que o Senhor a Israel preparou.
Ali ele descansou, sem poder entrar,
Mas sua fé no Senhor nunca deixou de brilhar.

Deuteronômio é um livro de lembrança e renovação,
Onde o povo é chamado a andar na retidão.
As últimas palavras de Moisés ecoam ainda,
Para que Israel nunca esqueça a divina aliança.

OBS. Produzido com IA.

segunda-feira, 27 de maio de 2024

INSCRIÇÃO ENEM 2024

 O QUE É O ENEM? 

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi instituído em 1998, com o objetivo de avaliar o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni). 


FINALIDADE:

Em 2009, o exame aperfeiçoou sua metodologia e passou a ser utilizado como mecanismo de acesso à Educação Superior. As notas do Enem podem ser usadas para acesso ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e ao Programa Universidade para Todos (ProUni). Elas também são aceitas em mais de 50 instituições de educação superior portuguesas. Além disso, os participantes do Enem podem pleitear financiamento estudantil em programas do governo, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os resultados do Enem possibilitam, ainda, o desenvolvimento de estudos e indicadores educacionais. 


INSCRIÇÕES:

Estão abertas as inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024. Os interessados devem se inscrever na Página do Participante, https://enem.inep.gov.br/participante, entre o dia 27 de maio e o dia 07 de junho – prazo que vale, também, para os pedidos de atendimento especializado e tratamento por nome social. 


O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aplicará as provas em 03 e 10 de novembro, nas 27 unidades da Federação.


ORIENTAÇÕES PARA INSCRIÇÃO: 

Para realizar a inscrição e os demais procedimentos, os interessados devem utilizar o login único da plataforma Gov.br. 

No caso de não lembrar a senha cadastrada, é possível recuperá-la. Basta entrar na página acesso.gov.br, digitar o CPF e clicar em “Avançar”. Em seguida, selecione a opção “Esqueci minha senha”. Feito isso, aparecerão diversas formas de recuperar a conta. O participante, então, deve selecionar uma das alternativas. 

No momento da inscrição, é necessário informar o CPF e a data de nascimento (iguais aos cadastrados na Receita Federal). Quem optar pelo uso do nome social e o tiver cadastrado na base da Receita, não precisará enviar nenhum tipo de documentação complementar – uma novidade desta edição. 

A taxa de inscrição, que continua no valor de R$85,00, pode ser paga por boleto (gerado na Página do Participante), PIX, cartão de crédito, débito em conta corrente ou poupança (a depender do banco). Para pagar por PIX, basta acessar o QR Code que consta no boleto. 

Vale destacar que a aprovação da isenção da taxa ou da justificativa de ausência, na edição de 2023, não significa que a inscrição para o Enem 2024 foi realizada. É necessário se inscrever no exame para participar. 


ACESSIBILIDADE:

O portal do INEP - https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-eexames-educacionais/enem https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-eexames-educacionais/enem - conta com uma página em que é possível encontrar as principais orientações para os participantes do Enem. 


Há também uma seção destinada às perguntas frequentes sobre o Exame. Com isso, os interessados podem conferir os questionamentos mais comuns e os respectivos esclarecimentos.


sexta-feira, 24 de maio de 2024

Quem foi Machado de Assis?

 Em um momento tão ímpar da carreira de Machado, momento esse em uma de suas obras Memórios póstumas de Brás Cubas assume o topo dos mais vendidos no EUA, precisamos lembrar e fazer saber quem foi esse gênio brasileiro. Segue sua biografia.


Machado de Assis (Joaquim Maria Machado de Assis), jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.

Filho do pintor e dourador Francisco José de Assis e da açoriana Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência. Foi criado no Morro do Livramento. Sem meios para cursos regulares, estudou como pôde e, em 1854, com 15 anos incompletos, publicou o primeiro trabalho literário, o soneto “À Ilma. Sra. D.P.J.A.”, no Periódico dos Pobres, número datado de 3 de outubro de 1854. Em 1856, entrou para a Imprensa Nacional, como aprendiz de tipógrafo, e lá conheceu Manuel Antônio de Almeida, que se tornou seu protetor. Em 1858, era revisor e colaborador no Correio Mercantil e, em 1860, a convite de Quintino Bocaiúva, passou a pertencer à redação do Diário do Rio de Janeiro. Escrevia regularmente também para a revista O Espelho, onde estreou como crítico teatral, a Semana Ilustrada e o Jornal das Famílias, no qual publicou de preferência contos.

O primeiro livro publicado por Machado de Assis foi a tradução de Queda que as mulheres têm para os tolos (1861), impresso na tipografia de Paula Brito. Em 1862, era censor teatral, cargo não remunerado, mas que lhe dava ingresso livre nos teatros. Começou também a colaborar em O Futuro, órgão dirigido por Faustino Xavier de Novais, irmão de sua futura esposa. Seu primeiro livro de poesias, Crisálidas, saiu em 1864. Em 1867, foi nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial. Em agosto de 1869, morreu Faustino Xavier de Novais e, menos de três meses depois (12 de novembro de 1869), Machado de Assis se casou com a irmã do amigo, Carolina Augusta Xavier de Novais. Foi companheira perfeita durante 35 anos.

O primeiro romance de Machado, Ressurreição, saiu em 1872. No ano seguinte, o escritor foi nomeado primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, iniciando assim a carreira de burocrata que lhe seria até o fim o meio principal de sobrevivência. Em 1874, O Globo (jornal de Quintino Bocaiúva), publicou em folhetins, o romance A mão e a luva. Intensificou a colaboração em jornais e revistas, como O CruzeiroA EstaçãoRevista Brasileira (ainda na fase Midosi), escrevendo crônicas, contos, poesia, romances, que iam saindo em folhetins e depois eram publicados em livros. Uma de suas peças, Tu, só tu, puro amor, foi levada à cena no Imperial Teatro Dom Pedro II (junho de 1880), por ocasião das festas organizadas pelo Real Gabinete Português de Leitura para comemorar o tricentenário de Camões, e para essa celebração especialmente escrita. De 1881 a 1897, publicou na Gazeta de Notícias as suas melhores crônicas. Em 1880, o poeta Pedro Luís Pereira de Sousa assumiu o cargo de ministro interino da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e convidou Machado de Assis para seu oficial de gabinete (ele já estivera no posto, antes, no gabinete de Manuel Buarque de Macedo). Em 1881 saiu o livro que daria uma nova direção à carreira literária de Machado de Assis - Memórias póstumas de Brás Cubas, que ele publicara em folhetins na Revista Brasileira de 15 de março a 15 de dezembro de 1880. Revelou-se também extraordinário contista em Papéis avulsos (1882) e nas várias coletâneas de contos que se seguiram. Em 1889, foi promovido a diretor da Diretoria do Comércio no Ministério em que servia.

Grande amigo de José Veríssimo, continuou colaborando na Revista Brasileira também na fase dirigida pelo escritor paraense. Do grupo de intelectuais que se reunia na redação da Revista, e principalmente de Lúcio de Mendonça, partiu a ideia da criação da Academia Brasileira de Letras, projeto que Machado de Assis apoiou desde o início. Comparecia às reuniões preparatórias e, no dia 28 de janeiro de 1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, à qual ele se devotou até o fim da vida.

A obra de Machado de Assis abrange, praticamente, todos os gêneros literários. Na poesia, inicia com o romantismo de Crisálidas (1864) e Falenas (1870), passando pelo Indianismo em Americanas (1875), e o parnasianismo em Ocidentais (1901). Paralelamente, apareciam as coletâneas de Contos fluminenses (1870) e Histórias da meia-noite (1873); os romances Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878), considerados como pertencentes ao seu período romântico.

A partir daí, Machado de Assis entrou na grande fase das obras-primas, que fogem a qualquer denominação de escola literária e que o tornaram o escritor maior das letras brasileiras e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa.

A obra de Machado de Assis foi, em vida do Autor, editada pela Livraria Garnier, desde 1869; em 1937, W. M. Jackson, do Rio de Janeiro, publicou as Obras completas, em 31 volumes. Raimundo Magalhães Júnior organizou e publicou, pela Civilização Brasileira, os seguintes volumes de Machado de Assis: Contos e crônicas (1958); Contos esparsos (1956); Contos esquecidos (1956); Contos recolhidos (1956); Contos avulsos (1956); Contos sem data (1956); Crônicas de Lélio (1958); Diálogos e reflexões de um relojoeiro (1956). Fonte: https://www.academia.org.br/academicos/machado-de-assis/biografia




Aquele que não sabe uma coisa sabe outra. Provérbio africano.

 Aquele que não sabe uma coisa sabe outra.

 Um dia ouvi uma pessoa desaforar outra pessoa e dizer no final para si mesma “esse povo sem cultura é que atrapalha tudo”. A diversidade assusta, os diferentes pensamentos dividem. 

Então resolvi escrever algo para junstificar esse provérbio africano. Ficou simples, mas apresento em três versões a fim de reconhecer a amplitude do provérbio. 

1.

Era uma vez, numa pequena aldeia em Angola, dois amigos chamados Kofi e Amadi. Kofi era um excelente pescador, conhecido por sua habilidade em encontrar os melhores peixes no rio. Amadi, por outro lado, era um talentoso agricultor, capaz de cultivar as colheitas mais abundantes na região.

Um dia, a aldeia enfrentou uma situação difícil: uma seca severa secou grande parte do rio, tornando a pesca quase impossível. Sem peixes, Kofi se sentiu desamparado e preocupado com o futuro de sua família. Ele decidiu procurar Amadi para pedir ajuda e conselhos sobre como poderia sustentar sua família.

Amadi, vendo a preocupação do amigo, o acolheu com um sorriso e disse: "Kofi, você tem um conhecimento que eu não possuo e eu tenho um conhecimento que você não possui. Talvez possamos ajudar um ao outro."

Kofi ficou intrigado e perguntou: "O que você quer dizer com isso, Amadi?"

Amadi explicou: "Enquanto o rio está seco, você pode aprender a cultivar a terra comigo. Assim, poderá plantar e colher alimentos para sua família. E quando o rio voltar ao normal, você pode me ensinar a pescar, para que eu também possa diversificar minhas habilidades."

Kofi concordou e, nos meses seguintes, trabalhou lado a lado com Amadi nos campos. Aprendeu sobre os ciclos das plantações, a irrigação e o cuidado com as plantas. Em troca, ensinou a Amadi os segredos da pesca, como fazer redes e os melhores lugares para encontrar peixes.

Com o tempo, ambos se tornaram não apenas amigos mais próximos, mas também mais sábios e habilidosos. A aldeia prosperou, pois Kofi e Amadi compartilhavam seus conhecimentos com os outros moradores. Quando o rio finalmente voltou ao normal, a aldeia tinha se tornado autossuficiente, graças à troca de conhecimentos entre os dois amigos.

A história de Kofi e Amadi se espalhou pela região, ilustrando perfeitamente o provérbio: "Aquele que não sabe uma coisa sabe outra." Eles mostraram que, ao valorizar e compartilhar os conhecimentos de cada um, é possível superar adversidades e prosperar em comunidade.

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2.

Era uma vez, numa pequena vila no interior do Brasil, dois amigos chamados Carlos e Rafael. Carlos era um habilidoso marceneiro, conhecido por sua destreza em criar belos móveis de madeira. Rafael, por outro lado, era um talentoso mestre de obras, capaz de construir casas resistentes e bem projetadas.

Um dia, a vila enfrentou uma situação difícil: uma série de tempestades destruiu muitas casas, deixando várias famílias desabrigadas. Sem ter onde morar, Rafael se sentiu desamparado e preocupado com o futuro de sua família. Ele decidiu procurar Carlos para pedir ajuda e conselhos sobre como poderia reconstruir sua casa.

Carlos, vendo a preocupação do amigo, o acolheu com um sorriso e disse: "Rafael, você tem um conhecimento que eu não possuo e eu tenho um conhecimento que você não possui. Talvez possamos ajudar um ao outro."

Rafael ficou intrigado e perguntou: "O que você quer dizer com isso, Carlos?"

Carlos explicou: "Enquanto suas habilidades são excelentes na construção de casas, posso ensinar a você como criar móveis para sua nova casa. Assim, poderá torná-la ainda mais acolhedora e confortável. E quando precisar de ajuda na construção de outras casas, estarei aqui para ajudar."

Rafael concordou e, nos meses seguintes, trabalhou lado a lado com Carlos na marcenaria. Aprendeu sobre técnicas de carpintaria, design de móveis e acabamentos em madeira. Em troca, ensinou a Carlos os segredos da construção civil, como escolher materiais adequados e construir estruturas sólidas.

Com o tempo, ambos se tornaram não apenas amigos mais próximos, mas também mais sábios e habilidosos em suas profissões. A vila se reconstruiu rapidamente, graças à colaboração e troca de conhecimentos entre Carlos e Rafael. Quando a paz voltou à vila, eles continuaram trabalhando juntos, ajudando a comunidade a crescer e prosperar.

A história de Carlos e Rafael se espalhou pela região, ilustrando perfeitamente o provérbio: "Aquele que não sabe uma coisa sabe outra." Eles mostraram que, ao valorizar e compartilhar as habilidades de cada um, é possível superar adversidades e construir um futuro melhor em conjunto.

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3.

Era uma vez, numa pequena vila no interior do Brasil, dois amigos chamados Lucas e Mateus. Lucas era um talentoso desenvolvedor de software, conhecido por sua habilidade em criar aplicativos inovadores e eficientes. Mateus, por outro lado, era um experiente engenheiro eletrônico, capaz de projetar e montar dispositivos eletrônicos avançados.

Um dia, a vila enfrentou uma situação difícil: uma série de quedas de energia deixou muitas casas sem eletricidade, afetando o funcionamento de equipamentos essenciais. Sem eletricidade, Mateus se sentiu desamparado e preocupado com o bem-estar de sua família. Ele decidiu procurar Lucas para pedir ajuda e conselhos sobre como poderia resolver esse problema.

Lucas, vendo a preocupação do amigo, o acolheu com um sorriso e disse: "Mateus, você tem um conhecimento que eu não possuo e eu tenho um conhecimento que você não possui. Talvez possamos ajudar um ao outro."

Mateus ficou intrigado e perguntou: "O que você quer dizer com isso, Lucas?"

Lucas explicou: "Enquanto suas habilidades são excelentes na área de eletrônica, posso te ensinar a desenvolver softwares que possam otimizar o consumo de energia em nossa vila. E quando precisar de ajuda para implementar tecnologias eletrônicas em meus aplicativos, estarei aqui para ajudar."

Mateus concordou e, nos meses seguintes, trabalhou lado a lado com Lucas no desenvolvimento de soluções tecnológicas. Aprendeu sobre programação, algoritmos e otimização de sistemas. Em troca, ensinou a Lucas os princípios da eletrônica, como projetar circuitos e usar componentes eletrônicos.

Com o tempo, ambos se tornaram não apenas amigos mais próximos, mas também mais sábios e habilidosos em suas áreas. A vila se tornou mais resiliente, graças à colaboração e troca de conhecimentos entre Lucas e Mateus. Quando a eletricidade voltou à vila, eles continuaram trabalhando juntos para implementar soluções tecnológicas que beneficiaram toda a comunidade.

A história de Lucas e Mateus se espalhou pela região, ilustrando perfeitamente o provérbio: "Aquele que não sabe uma coisa sabe outra." Eles mostraram que, ao valorizar e compartilhar as habilidades de cada um, é possível superar desafios e construir um futuro mais tecnológico e sustentável em conjunto.