domingo, 17 de julho de 2022

Viva! E já se passaram 14 anos. Parabéns ao blog MITÁ ARANDU.

O Blog Mita Arandu surgiu em meados do mês de julho de 2008.  A primeira postagem foi dia 17. A palavra "arandu" já fazia parte do meu vocabulário desde os anos de UNIOESTE, período de graduação em 1991. Sempre tive um olhar diferente sobre a América do Sul, nunca consegui ver o Brasil aos olhos do colonizador. As histórias de livros de história me incomodavam e me incomodam até hoje. Sou latino americano e quero contar minha história como latino americano. Mas isso acontecerá em outras postagens. Hoje apenas quero esclarecer o porquê do nome MITA ARANDU escolhido para intitular o blog. Afinal já se passaram 14 anos e nunca escrevi sobre isso. Para os povos Guarani e Kaiowá a palavra ARANDU significa "ouvir o tempo", "vivenciar", "conhecer com a experiência de vida", ou apenas "conhecimento. Na época em que buscava um nome para o blog, o que mais percebia é que eu era um "ser" que amava o conhecimento - é claro que sou ainda. O conhecimento que queria também não era apenas o dos livros, sempre me interessei por cultura oral, ouvir pessoas, e ainda, que o ver e o sentir, seja um sabor gustativo, ou até mesmo um sabor "do vento",  precisariam estar associados a isso.  Então percebi que a palavra ARANDU representaria muito bem isso. Pronto! palavra escolhida,  então era só buscar a possibilidade de usá-la. O termo sozinho não seria um domínio digital aceito, pois já era utilizado por alguns projetos indigenistas, porém combinado com outra palavra, com certeza, seria permitido. Então um "ser que vivencia" se transformaria em MITÁ ARANDU. Mitá representa "criatura" ou "ser" e arandu "que ouve ou vivencia o tempo". De lá pra cá sigo "ouvindo/vivenciando com sabedoria o tempo. Eis o nome do Blog em uma explicação simples, uma explicação que justifica o que já acontece há 14 anos. Parabéns, MITÁ ARANDU. 

quinta-feira, 7 de julho de 2022

XURDIR - A minha hora de ler...

XURDIR - A minha hora de ler...
Xurdir. Sim, esse é o nome do meu mais novo amigo. Uziel o nome do filho dele. Quando recebi o telefonema do Pastor Rodrigo Faraco, e nele conversamos sobre um menino angolano que precisava estudar aqui no Brasil e que faltava-lhe apenas o terceiro ano do ensino médio, e que o pastor havia indicado o Dom como escola para concluir os estudos, jamais imaginaria o que poderia acontecer. Marcamos o encontro para a matrícula e em uma tarde pai e filho vieram a escola. Isso, Xurdir e Uziel. 

Primeiro um pouco de dificuldade para encontrarem nosso endereço, estavam há uma semana em Foz, há apenas 7 dias no Brasil, acreditei que quem tivera já um oceano inteiro atravessado, então sair da Almirante Barroso, cruzar a Av. Brasil, entrar na Av. JK e através da avenida chegar até a rua Equador não seria difícil. Mas foi. Porém a tecnologia venceu. De uma maneira divertida, conversamos via Whatsapp e conduzi-os até a frente da escola. Foi engraçado e ali já tivemos motivos para gargalhadas. Entramos, muitas histórias, conversa de alto nível cultural, política, histórica e, por fim, a matrícula. Uziel estava matriculado em uma escola brasileira. Um menino angolano, que chegara há 7 dias ao Brasil e que agora era um novo aluno na EJA a Distância DOM. 

Algo permite aqui que paremos para uma reflexão, que valor essa família dá a Educação? Uziel veio ao
Brasil para estudar, terminar seu ensino médio e cursar uma Universidade. Penso que para ele não será tão simples quanto aquele menino ou menina que estuda na escola do seu próprio bairro, ou que tem transporte escolar, pai ou mãe que vem trazer a porta da escola. Uziel veio da Angola. Ficará aqui sem família. Mas também penso, que privilégio o meu, o da nossa escola de receber um aluno com esse propósito. Mas a história não para por aqui. 

No primeiro dia de aula, permiti-lhe que se apresentasse e falasse um pouco de sua cultura, de seu país. Foi um momento real de Geografia, História e Linguagens. Mas foi no segundo dia que veio a surpresa.Tudo já era sinceramente único para mim, já tivemos muitos alunos árabes, paraguaios, argentinos, tivemos um aluno no passado oriundo da República Dominica, mas todos já estavam no Brasil há alguns anos, nenhum fizera a matrícula na mesma semana que chegou ao Brasil. Então o inesperado aconteceu. Uziel, no intervalo do segundo dia de aula, tirou de sua mochila um livro. E com simplicidade e ao mesmo tempo alegria radiante me disse: "meu pai escreveu um livro". 

O livro nas mãos de Uziel parecera para mim naquele momento uma luz brilhante. Na mesma hora peguei-o das mãos de Uziel e comecei a folear. Fantástico Uziel. Muito "top" o material ( como costumo dizer quando gosto de alguma coisa). Teu pai trouxe na bagagem? Ele respondeu que não, que fora impresso em Londrina, que já estava nos planos há alguns anos, mas a pandemia havia atrasado. Enfim, Xurdir buscara o livro e agora precisava comercializar. No mesmo momento comentei a Uziel que não poderíamos deixar aquele material passar despercebido em nossa cidade. Pode parecer algo exagerado, mas eu vi no material algo muito além de um livro. Percebi já no primeiro momento que tinha em mãos algo que resultara de um sonho, de uma vitória sobre a resistência que muitos nem calculavam. 

Angola é um dos países que tem como língua oficial o Português, somos frutos de uma mesma colonização, abuso de poder, roubo, imposição cultural. Países que tiveram que vencer suas diferenças, "engolir" línguas ou dialetos maternos e obrigados a pensar a partir de uma visão de cultura dominante impositora. Isso tudo gerou em ambos países um caos chamado analfabetismo e o livro do Xurdir era uma  bandeira para um novo tempo da Angola. Uziel percebeu, acredito, um pouco disso tudo no meu olhar e na forma com que manuseei o livro. Ao final daquela manhã, Xurdir estava na escola e queria conversar comigo. Uziel mais que depressa já havia contactado seu pai e ele estava ali. Então percebi que o livro não passaria despercebido se dependesse de mim. 

Um contato com um grande amigo, apaixonado pela literatura, Noraldino do Nascimento, e então veio a ideia de conversarmos com outro amigo gigante, Juca Rodrigues. Juca é atualmente o presidente da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu e, quando se tem amigos, com um rápido contato, saímos daquela manhã com saldo positivo: uma reunião na Fundação no próximo dia sete. 7/07.  Xurdir, que data Deus nos permitiu? 

Chegado o dia aqui estamos e o saldo agora além de positivo terá resultado multiplicativo. Xurdir realizará o lançamento do seu trabalho "A minha hora de ler" ( esse é o título do livro ) no dia 21/07/2022 na própria Fundação Cultura e já recebeu convite para participar como autor estrangeiro, mesmo que precise ser de forma remota, na Feira do Livro que acontecerá neste ano do dia 14/09 a 23/09. Acredito que isso é só o começo. Muito escreverei aqui no blog sobre o meu mais novo amigo Xurdir e o que ainda colheremos de frutos desse seu trabalho. 

Estamos todos convidados para o lançamento.
para sua reserva, pois teremos apenas 100 lugares. 
Quanto ao livro você poderá adquirir no local. 
Serão apenas R$ 20,00. Será um sucesso. 

segunda-feira, 4 de abril de 2022

NOTÍCIAS DO ENEM 2022

Saudações, queridos seguidores, contempladores ou visitantes do nosso Blog MITA ARANDU. Aqui vamos nós com notícias sobre o ENEM 2022. Atualizaremos e deixaremos você sempre informado. Vem conosco...

04/04/2022 -  Pedidos de isenção da inscrição começam nesta segunda-feira (4)

Obs.:Data também vale para quem precisa justificar ausência na edição de 2021, requisito obrigatório para quem quer ter direito à isenção em 2022. Resultado das solicitações será divulgado em 22 de abril.

PÁGINA DO PARTICIPANTE: https://enem.inep.gov.br/participante/#!/

domingo, 3 de abril de 2022

Um adeus a LYGIA FAGUNDES TELLES

Em 1997 senti vontade de voltar à Universidade. Sempre tive um sentimento inexplicável quando pisava os pés no campus. As leituras, as pequisas, as discussões, aquela atmosfera acadêmica me fascinava. Foram 4 anos no curso de Letras, de 1991 a 1994. Há aproximados 3 anos não sabia mais o que era isso. Em 1995 a Unioeste inaugurava a sede própria em Foz do Iguaçu. Na época da licenciatura em Letras, usávamos as instalações de uma escola pública estadual que se localizava no bairro Vila C. Não havia estudado ainda naquele prédio novo, imaginava que ali sim sentiria cheiro de conhecimento. Então decidi que cursaria uma pós-graduação. Seriam alguns professores já conhecidos da época da graduação e teria oportunidade de um upgrade com alguns mestre ou até doutores que não estavam ali naquela época. E ainda, a proposta dessa pós em Letras tinha algo de formidável, pois ao meu ver seriam uma continuidade do curso de Letras, mas agora eu era Licenciado, já ministrava aulas em algumas escolas, ou seja, não era mais o acadêmico que estaria ali com aqueles professores universitários, mas sim um professor em meio a professores. Um espécie de compromisso de elevar o nível das discussões e experiências nas aulas. Então começou a pós graduação, e com ela um recalibrar dos sentidos e uma nova paixão, os contos. Com a leitura dos textos literários nasce uma relação agora mais íntima com ela, a dama da literatura brasileira, Lygia Fagundes Telles. Foram meses estudando a vida e a obra dessa escritora, que é considerada por acadêmicos, críticos e leitores como uma das mais importantes e notáveis escritoras brasileiras do século XX e da história da literatura brasileira. Lembro-me que dois contos foram trabalhados naquela ocasião "Natal na Barca" e "Dezembro no bairro", mas a oportunidade de conhecê-la, através de sua literatura projetou-me para um universo que ainda não havia visitado. Não tive oportunidade de sequer assistir a uma palestra ao vivo, fiquei devendo isso para mim, mas tenho certeza que não teria outra impressão sobre Lygia e não teria surpresas daquelas que temos quando conhecemos alguém e nos decepcionamos. Pelo que escreveu e pelo que acompanhei de sua trajetória, posso afirmar que "ela era ela mesma". Uma escritora autêntica e que lutou com palavras. Enfim, hoje a autora dá adeus, mas com certeza absoluta, se nós seres humanos não tivéssemos essa "mania" de anunciar que uma pessoa morreu, absolutamente ela seria uma dessas pessoas que passaria por "imortal". Já explico, afinal ela não é imortal? devem estar questionando. O que não saberíamos é quando ela partiu e às vezes alimentaríamos uma esperança de chegar em uma feira do livro, bienal ou qualquer outro encontro da mesma espécie, e depararmos com a escritora, ou poder simplesmente contemplá-la transitando suavemente nos corredores das letras. Deixo aqui uma foto da autora, para o blog MITÁ ARANDU registrar esse momento, dessa quase centenária e ainda junto ao arquivo uma foto da capa do trabalho, nossa prova, Lygia, de que em algum momento de nossas vidas "estivemos bem próximos". 

Luta com a palavra

“Uns lutam com as leis, outro com os bisturis. Eu luto com a palavra. É bom? É ruim? Não interessa, é a minha vocação.”


sexta-feira, 1 de abril de 2022

PRIMEIRO DE ABRIL - REALIZE

REALIZE

Começar um novo mês não é muito diferente de uma segunda-feira. Parece que esses pontos de início são mais favoráveis para a realização de algo novo, ou aquele start adiado. Será? Alguns podem dizer que sim, tenho minhas dúvidas.

Estamos no início do segundo trimestre, o famoso primeiro de abril, amanhã será o dia 2 e vai ter muita mentira também, porém não é sobre isso que estou escrevendo, assunto de outro texto. Então, passaram-se 3 meses, tempo suficiente para uma mamãe coelha já ter dado à luz a três ninhadas, ou ter nascido os filhotinhos da mamãe gata ou cadela ao menos 1 vez. O tempo tem suas relatividades. Há muita gente que ainda não sabe o que irá fazer este ano ou já começou e desistiu de algum projeto que sonhava. É sobre isso esse texto, sobre REALIZAR. A felicidade de uma pessoa está diretamente ligada aquilo que ela realiza, e não somente no sentido de sucesso. Isso mesmo, “atividades que causam incerteza, desconforto, e mesmo uma pitada de culpa estão associadas às experiências mais memoráveis e divertidas das vidas das pessoas” (1). Então... FAÇA.

O importante é correr riscos, não podemos ficar só naquilo que não nos tire da zona de conforto. Situações complicadas, incertas e até mesmo desgastantes são fundamentais para aumentar nossa sensação de satisfação”.(2)

É claro que um fator que nos atrapalha, em várias das vezes, é encontrar motivação para fazer algo, ou descobrir até mesmo o que fazer. Talvez essas pequenas sugestões possam ajudá-lo: ouça suas músicas preferidas (elas fazem parte de algo que marcou sua vida), de preferência as positivas, não é hora de lembrar coisas tristes; tenha contato com a natureza, em uma boa caminhada ou pedalada pode surgir uma grande ideia; reserve durante o dia, ou na semana um tempo para si, você é uma pessoa fantástica, descubra-se; não esqueça de sorrir muito e ser uma pessoa sociável, verá os resultados; e por fim uma alimentação bacana, coisa planejada mesmo, talvez uma banana com granola e mel, isso demanda um investimento em tempo, comprar pão é muita falta de criatividade e bem menos saudável.

São detalhes muito óbvios, mas que aos poucos deixamos de lado e ficamos esperando “segundas-feiras” para dar o start. Chega! O dia é hoje.

Não fique esperando que sua vida não seja um grande desafio, garanto que você irá lembrar de cada degrau conquistado. Não me recordo as coisas fáceis que fiz, mas lembro-me de muitos detalhes de cada uma das minhas conquistas. Quer um exemplo, lembro-me do tema de redação do vestibular da Unioeste em 1991, ano que ingressei na Universidade. Olha só como a coisa dá certo mesmo, um dos textos base da proposta foi a música “Há tempos” da Legião Urbana. Pensa a alegria do jovem aspirante a universitário naquele momento, quase um salto na cadeira. Não o fiz, poderia ter sido desclassificado.

Chega! Realizar é ser feliz.

Termino aqui citando Clarisse Lispector “Segunda-feira é mais difícil porque é sempre a tentativa do começo de vida nova. ( Aqui escrevo eu: não há nada de novo e sim algo de mudança de atitudes) Façamos cada domingo de noite um réveillon modesto, pois se meia-noite de domingo não é começo de Ano Novo é começo de semana nova, o que significa fazer planos e fabricar sonhos.” Talvez não seria diferente falar isso para o começo de cada mês, ou de um novo trimestre como estamos vivendo no dia de hoje. Então o conselho é: REALIZE. 

(1(1) https://revistagalileu.globo.com/Life-Hacks/noticia/2015/03/os-5-segredos-da-felicidade-segundo-ciencia.html 

(2)  (2) https://revistagalileu.globo.com/Life-Hacks/noticia/2015/03/os-5-segredos-da-felicidade-segundo-ciencia.html

 

sábado, 25 de julho de 2020

VOCÊ SABE COMO FUNCIONA A EJA A DISTÂNCIA DO DOM?

Saiba como funciona a EJA a Distância DOM!


Nossa EJA está organizada em três etapas: Básico, Intermediário e Avançado. 

Essas etapas correspondem as três séries do Ensino Médio – Primeiro, Segundo e Terceiro Ano.
Cada Etapa está assim organizada:
BÁSICO:
PORTUGUES ( 4 semanas); LITERATURA (1 semana); REDAÇÃO ( 1 semana); MATEMÁTICA( 4 semanas); HISTÓRIA ( 2 semanas); GEOGRAFIA (2 semanas); QUÍMICA ( 2 semanas); FÍSICA ( 2 semanas); BIOLOGIA (2 semanas); e EDUCAÇÃO FÍSICA (1 semana).

INTERMEDIÁRIO: 
PORTUGUES ( 4 semanas); LITERATURA (1 semana); INGLÊS ( 1 semana);  MATEMÁTICA
( 4 semanas); HISTÓRIA ( 2 semanas); GEOGRAFIA (2 semanas); QUÍMICA ( 2 semanas); FÍSICA ( 2 semanas); e BIOLOGIA (2 semanas). 
AVANCADO:
PORTUGUES ( 3 semanas); LITERATURA (1 semana); REDAÇÃO ( 1 semana); INGLÊS 
(1 semana); ARTE (1 semana);  MATEMÁTICA ( 3 semanas); HISTÓRIA ( 2 semanas); GEOGRAFIA (1 semanas); CSA ( 1 semana); QUÍMICA ( 2 semanas); FÍSICA ( 2 semanas); e BIOLOGIA (2 semanas).

Como você pode estudar na EJA a Distância DOM!?

Cursando todas as séries e matérias ou ainda cursando apenas as matérias que faltam.
Exemplo 1: Para o aluno que falta apenas MATEMÁTICA, este cursará apenas as aulas de MATEMÁTICA do Básico ( 4 semanas), Intermediário ( 4 semanas) e Avançado (3 semanas). 
Exemplo 2: Para o aluno que terminou o segundo ano do Ensino Médio: Cursará apenas a Etapa Avançada que equivale a 20 semanas.

Obs.: Você precisa ter mais de 18 anos.


quarta-feira, 8 de julho de 2020

Muitas coisas estão por vir ou A escola mudou ou Iminentes mudanças

Olá, queridões!!!! 
Sei que para alguns estamos na primeira semana de férias e para outros na semana final de provas do segundo bimestre, finalzinho de semestre. "Sei, eu sei". Sei também que não foi fácil para ninguém,  professores, pedagogos, diretores, alunos, imaginem para os pais (veja foto cedida pelos pais da "Dani e Dora",  Cristiano e Karina Grassi - A verdade vivida por muitas famílias no período de pandemia). Mas tenho uma boa notícia, ou melhor, muitas boas notícias. Primeiro que nossa Educação, a brasileira, é claro, levou um empurrão tão forte que conseguiu se livrar daqueles trilhos enferrujados, cheios de zinabre, de ranço, que a segurava há muito tempo. Saímos de vez do estágio que a estava tornando pouco valorizada. Pensem, poucos queriam ser professores nos dias de hoje. Vou ser franco com você, não escutei nesses mais de 100 dias de paralisação devido a pandemia, uma reclamação sobre a indisciplina dos alunos ( desculpem pelo comentário, mas às vezes não resisto). É claro que não conseguimos descobrir ainda o modelo ideal, mas o "outro" também já não estava dando certo faz tempo. Segundo que aquilo que nós pais passamos nesses dias - "pai não é professor" - mostrou em alguns lares, ou melhor em muitos lares, melhor ainda, em todos os lares, que existem algumas competências básicas, que fazem toda a diferença na vida, não só de alunos/crianças/jovens/adolescentes/adultos. Essa competência é o comprometimento. Quando estamos matriculados em um curso, quando damos nosso nome para compor algum grupo seja da igreja, seja da comunidade, seja do da lista de futebol ou da festinha dos amigos, aquele nome faz parte do todo, ele divide contas, ele compõe os resultados que vão do individual ao coletivo. Não dá mais para pensar que o meu resultado negativo é problema só meu quando estou em um movimento coletivo. A escola é um coletivo, provamos isso nos dias de hoje, os diretores trabalharam, os professores trabalharam, os pais trabalharam, os alunos trabalharam. Os resultados iremos colher todos juntos. A resistência a mudança, ou a indisposição para o novo, interfere no resultado de todos. Os fortes precisarão dispor de muito mais força para arrastar os desinteressados, os "aquéns" disso tudo. Terceiro, já tinha muita gente pensando nisso tudo que a escola viveu nos últimos dias. As plataformas digitais estavam prontas, os ambientes wikis , quantos software para videoconferências que não utilizávamos. E mais, gratuito. Acho que já dá para terminar. O segundo semestre está aí, batendo a porta, o recesso será curto para o tanto que teremos que planejar. Não quero apenas desabafar e ir embora, quero deixar aqui alguma contribuição. Segue um link para professores, alunos e pais. Acredito que tem muita coisa boa. Grande abraço. Estamos juntos nessa jornada. Prof Emerson Fulgencio.
Alguns aplicativos que poderão ser útil:  https://usemobile.com.br/apps-para-estudar/

segunda-feira, 22 de junho de 2020

“SALVE, CÉSAR! AQUELES QUE VÃO MORRER TE SAÚDAM”

Carpinejar, posto aqui seu texto, pois também quero contribuir com a eternização dessa crônica. Não me agrada, não me convence, não se justifica qualquer ação que desrespeite a integridade e preservação da vida. 

“SALVE, CÉSAR! AQUELES QUE VÃO MORRER TE SAÚDAM”

Fabrício Carpinejar

Eu vi arquibancadas lotadas no parque de diversão em Santa Catarina.

Veio a mente que estamos retornando aos jogos mortais do Coliseu, em que cristãos eram devorados por leões ou pereciam nas mãos de gladiadores em uma arena de 85 por 53 metros. Cinquenta mil pessoas festejavam a morte, urravam para nenhum dos lutadores ou animais terem compaixão com as suas vítimas. Todos queriam sangue, estertor, sofrimento, para justiçar o ódio.

Logo quando estamos ingressando no pico da pandemia do COVID-19 no país, reproduzimos a indiferença da Roma Antiga. Como se Cristo nem tivesse nascido, sequer ressuscitado. Não há nem um pingo de misericórdia no ar.

Um público se reúne, ao sol de domingo, grande parte sem máscara, feliz com as suas famílias, para fingir que a vida continua normal. Que normalidade é essa com cinquenta mil mortos? Que normalidade é essa com um milhão de infectados?

Ninguém lê notícias? Ainda acredita, apesar dos imensos testemunhos fúnebres,  que é uma conspiração da mídia?

Não entendi qual o objetivo do entretenimento: é uma atividade essencial? Qual o motivo do riso, qual o motivo do passeio: comemorar os leitos cheios dos hospitais e as covas vazias dos cemitérios?

Tal liberdade impensada surge como escárnio, como afronta ao luto e enterro multiplicado exponencialmente ao longo do último mês. Não existe cumplicidade social, o reconhecimento mínimo à dor generalizada?

Perdemos mais brasileiros para o coronavírus do que na Guerra do Paraguai. Encontramo-nos no meio de um vírus que não recua justamente porque não somos responsáveis o suficiente para cumprir a quarentena e isolar os grupos de risco.

Cidadania envolve respeito. Não é hora de bater palmas para nada.

terça-feira, 16 de junho de 2020

ESCRITORA DAYANA BELMONTE CUTRUNEO DE VARGAS APRESENTA SEU LIVRO "DEUS E O PROCESSO EM MIM"


ESCREVER É MUITO MAIS QUE UMA ARTE, É TESTEMUNHAR ATRAVÉS DE PALAVRAS, É ETERNIZAR UMA VIDA.

Não é todo dia que temos o prazer de poder encontrar uma escritora nos corredores de nossa escola. A EJA A DISTÂNCIA DOM aqui em Foz do Iguaçu, isso já é de conhecimento de todos,  não é um lugar singular. São muitas as surpresas, realizações, personalidades e curiosidades que vivenciamos no dia a dia. Gostamos de deixar bem claro para nossos alunos que quando tomada a decisão de voltar aos estudos, é para conhecer um mundo dinâmico, surpreendente, cheio de cultura e tecnologia. E foi nesse cenário que tivemos o privilégio de conversar com DAYANA BELMONTE CUTRUNEO DE VARGAS a escritora do livro "DEUS E O PROCESSO EM MIM". Dayane é uma pessoa surpreendente, cheia de luz. O seu livro? Não vemos a hora de poder adquirir um exemplar. Deixamos aqui agora um pouquinho do texto elaborado por ela para nos explicar o seu fantástico trabalho. 
"Há uns quatro anos, comecei a voltar no meu passado, relembrando de tudo que Deus já fizera por mim, com meu coração cheio de gratidão a Ele.Eu comecei a pensar em pessoas, que estão passando por tudo que eu passei, pessoas sem esperança, com a fé abalada, e pensei em quantas curas internas o meu testemunho poderia alcançar. 

Isso me inspirou, fazendo-me começar a escrever a minha história. Porém quando recém começado,  engravidei e parei no meio do caminho.
Hoje meu bebê já está com um ano e dez meses, e há mais ou menos um mês, voltei a escrever o me livro e o terminei.
Porém eu tinha mais um problema, eu não sabia qual era o próximo passo, não tinha quem pudesse me instruir, pois não se encontra um escritor assim tão fácil. 
Então eu comecei a pesquisar no YouTube, fiquei uns dois dias vendo vídeos sobre escritores iniciantes, sobre livros, editoras etc.
Também pesquisei algumas editoras, salvei o contato de algumas e quando me senti pronta para confiar meu original para uma delas, afinal, trata-se de uma autobiografia, é a minha história, eu enviei, mas eu realmente não estava esperando nada de tão "Uauuu".
Para minha surpresa duas editoras aprovaram meu original, ou seja, "meu livro", porém eu tive que optar por uma e. é claro, que optei pela melhor por ser maior e mais conhecida.
Eles gostaram muito da minha história, atenderam-me super bem, já aprendi muito com a equipe da editora Coerência, eles são muito profissionais. 
Mesmo sem condições no meio dessa terrível pandemia em que estamos passando, eu fui na "fé e na coragem", até criei uma vakinha virtual em prol do lançamento do meu livro cujo título será "DEUS E O PROCESSO EM MIM".
Tudo que eu conquistei em minha vida, foi com fé, eu realmente acredito que sem fé não é possível chegar a lugar algum.
O título do livro faz jus a tudo que me aconteceu, ao processo pelo qual passei, tive que passar, como diz uma estrofe do livro; 
"Na vida, não se pula fases como num jogo, não se burla sentimentos, ninguém dribla sua hora de perder, simplesmente se perde.
"DEUS E O PROCESSO EM MIM", embora não seja possível colocar tudo em palavras, foi a coisa mais surreal que me aconteceu.
Você pode ser tudo aquilo que quiser ser, não esqueça teus sonhos na gaveta, se você é capaz de sonhar, você também é capaz de torná-los realidade!"

VOCÊ PODE AJUDAR A REALIZAR ESSE SONHO PARTICIPANDO DA VAKINHA:
http://vaka.me/1097359


segunda-feira, 11 de maio de 2020

COMO FUNCIONA O ENEM DIGITAL

Participantes poderão fazer as provas do Enem pelo computador pela primeira vez em 2020
Publicado por Silvia Tancredi


Em julho de 2019, o Ministério da Educação (MEC) anunciou que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também terá provas digitais a partir de 2020. Desde que foi criado, em 1998, o exame educacional somente teve provas impressas. 
A ideia é que os novos testes tenham o mesmo formato que os tradicionais, mas que sejam realizados em computadores, em locais de prova determinados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O objetivo do Enem Digital é reduzir custos, em especial com papel e com mão de obra. Esse formato de exame também foi criado para tornar a avaliação mais moderna, com algumas novidades, como questões com:
•    Vídeos
•    Infográficos
•    Lógica de games
Na primeira edição do Enem Digital, marcada para outubro de 2020, os participantes não serão obrigados a fazer as provas no formato digital. Eles podem optar por provas impressas também. Mas, a expectativa do MEC é que, até 2026, todos os inscritos façam provas pelo computador.

CALENDÁRIO ENEM 2020 (Cronograma)

Manifesto do MITÁ ARANDU

Manifesto do MITÁ ARANDU Antes de existir um menino, existiu uma pergunta. E toda grande pergunta nasce da curiosidade. O Mitá Arandu é aqu...